Correio da Manhã
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Ciro Nogueira reapresenta proposta ligada ao caso Master

Senador quer elevar a proteção aos investidores de R$ 250 mil para R$ 1 milhão.

Ciro Nogueira reapresenta proposta ligada ao caso Master
Iniciativa ocorre horas após o parlamentar divulgar vídeo em que nega envolvimento em supostas irregularidades relacionadas ao Banco Master Crédito: Pedro França/Agência Senado

Proposta amplia cobertura do FGC

O senador Ciro Nogueira reapresentou no Congresso Nacional uma proposta para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por investidor. O texto também estabelece que o valor seja revisado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) ao menos a cada quatro anos.

Segundo o parlamentar, o limite atual foi fixado em 2013 e não teve reajuste desde então. Ele argumenta que a inflação acumulada no período, medida pelo IPCA, passou de 108%, o que, na avaliação dele, justificaria a atualização do teto de proteção aos investidores.

Discussão ocorre em meio ao caso Banco Master

A proposta passou a ser chamada nos bastidores de “emenda Master” porque, segundo investigações, poderia beneficiar diretamente o Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro. Em agosto de 2024, Ciro já havia apresentado um texto semelhante, que não avançou para votação.

Nas redes sociais, o senador afirmou que voltou a apresentar a iniciativa por entender que o debate ultrapassa a situação específica do banco. Ele também disse que a questão deve ser analisada sob a ótica da proteção aos correntistas brasileiros e não apenas do episódio investigado.

Senador nega irregularidades e troca defesa

Ciro Nogueira é alvo de investigação da Polícia Federal e foi alvo de mandado de busca e apreensão na última quinta-feira. A apuração investiga suposto recebimento de vantagens indevidas para atuação em defesa de interesses do Banco Master, com suspeita de pagamento de R$ 18 milhões em propina. O senador nega qualquer irregularidade.

O parlamentar também contestou suspeitas sobre movimentações financeiras de empresas da família e disse que todas as operações têm documentação contábil e notas fiscais. Ele defendeu que as investigações ocorram com isenção e afirmou que a responsabilidade pela fiscalização do sistema financeiro é do Banco Central.

Na área jurídica, Ciro mudou de defesa. O escritório Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados deixou o caso em comum acordo com o senador, e a nova representação ficará a cargo do advogado criminalista Conrado Gontijo.