O ministro Nunes Marques assume nesta terça-feira (12) a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), órgão responsável pela organização e fiscalização das eleições presidenciais previstas para outubro.
Entre os convidados estão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.
Nunes Marques substituirá a ministra Cármen Lúcia, que encerra o mandato de dois anos à frente da Corte Eleitoral. A vice-presidência do tribunal será ocupada pelo ministro André Mendonça.
A escolha da presidência do TSE segue o critério de antiguidade entre os ministros do Supremo Tribunal Federal que também integram a Corte Eleitoral.
Após a cerimônia, será realizado um coquetel restrito a convidados em uma casa de eventos de Brasília. Segundo informações divulgadas pela organização, o evento será custeado por uma associação de juízes federais, com ingressos vendidos a R$ 800.
Entre os principais desafios da nova gestão está a aplicação das regras aprovadas pelo TSE para limitar o uso de inteligência artificial durante a campanha eleitoral. A Corte deverá atuar para conter a disseminação de conteúdos ilegais e desinformação que possam comprometer a livre escolha dos eleitores.
Natural de Teresina, no Piauí, Nunes Marques tem 53 anos e foi indicado ao STF em 2020 pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para ocupar a vaga deixada pelo ministro aposentado Celso de Mello.
Antes de chegar ao Supremo, atuou como desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região e também exerceu a advocacia e o cargo de juiz do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí.
O TSE é formado por sete ministros: três do STF, dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois advogados indicados pela Presidência da República, além dos respectivos ministros substitutos.