Depois de várias semanas em que viu seu principal adversário na disputa, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nos seus calcanhares até ultrapassá-lo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) parece ter estancado a tendência de queda. É o que apontou pesquisa Genial Quaest divulgada nesta quarta-feira (13).
De acordo com a pesquisa, a aprovação do governo Lula subiu três pontos percentuais com relação à rodada anterior. Foi a primeira vez desde janeiro que houve subida da avaliação positiva do presidente. A desaprovação é ainda maior que a aprovação, mas ela caiu de 52% para 49%. E a aprovação subiu de 43% para 46%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, há empate técnico dentro da margem de erro entre os que desaprovam e os que aprovam.
Na disputa presidencial, a pesquisa também aponta subida de Lula no primeiro turno. Em abril, ele tinha 37%; agora aparece com 39%. Flávio Bolsonaro, no entanto oscilou um ponto positivamente, de 32% para 33%. O candidato do PSD, Ronaldo Caiado, tem 4% (tinha 6% em abril). Está empatado com o candidato do Novo, Romeu Zema, também com 4% (tinha 3% em abril). Renan Santos (Missão) manteve os mesmos 2% da rodada anterior.
Segundo turno
Nas simulações de segundo turno, uma oscilação que indica uma mudança importante. Manteve-se o mesmo empate da rodada anterior entre Lula e Flávio Bolsonaro. Porém, com uma mudança de posição. Antes, quem aparecia ligeiramente à frente era Flávio, agora é Lula.
Lula avançou dois pontos percentuais. Em abril, num eventual segundo turno com Flávio Bolsonaro, ele tinha 40%. Agora, tem 42%. E Flávio oscilou um ponto para baixo: tinha 42% em abril, agora tem 41%.
Lula melhorou também nas disputas contra Zema (tinha 43%, passou para 44%, enquanto Zema passou de 36% para 37%), Caiado (de 43% para 44%, enquanto Caiado manteve os mesmos 35%) e Renan Santos (tinha 44%, foi a 45%, e Santos passou de 24% para 28%).
Razões
O diretor-presidente do Instituto Quaest, Felipe Nunes, aponta dois fatores principalmente para a melhora de Lula. O primeiro teria sido o programa Desenrola 2.0, que renegocia dívidas. O endividamento do brasileiro tem sido apontado como um dos maiores problemas econômicos no momento. A pesquisa anotou que 50% dos entrevistados aprova as medidas do programa.
O segundo fator foi o encontro de Lula com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na última quinta-feira (7), em Washington, na Casa Branca. A reunião foi classificada como positiva pelos dois chefes de Estado. Para 43% dos entrevistados pela Quaest, a agenda internacional fortaleceu a imagem de Lula.
A Quaest ouviu 2.004 entrevistas, em 120 municípios, entre os dias 8 e 11 de maio. O nível de confiabilidade é de 95% e a margem máxima de erro é de 2 pontos percentuais. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral com o número BR-03598/2026.