O pré-candidato à presidência e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), criticou fortemente o senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a divulgação de áudios que mostram ue ele pediu um repasse de US$ 24 milhões para financiar o filme "Dark House", produção que conta a história do ex-presidente Jair Bolsoanro (PL).
"Flávio Bolsonaro, ouvir você cobrando dinheiro do [Daniel] Vorcaro, é imperdoável. É um tapa na cara dos brasileiros de bem. Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa. É preciso ter credibilidade para mudar o Brasil", disse Zema por meio de suas redes sociais, nesta quarta-feira (16).
Zema chegou a ser cotado como uma alternativa de vice-presidente para a chapa eleitoral de Flávio Bolsonaro.
Outro lado
A defesa do senador Flávio Bolsonaro divulgou uma nota de esclarecimento sobre o envolvimento do senador com o dono do Banco Master. Na nota, o senador admite a conversar com Vorcaro, mas negou qualquer envolvimento com a fraude financeira do banco.
Confira a nota na íntegra:
"Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet. Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do MASTER JÁ".