Política

Lula diz ter rejeitado exigências dos EUA sobre minerais críticos: "Inaceitável"

Presidente Lula diz que documento com exigências dos EUA não chegou a ser discutido pelo governo brasileiro

Lula diz ter rejeitado exigências dos EUA sobre minerais críticos: "Inaceitável"
Lula diz que documento com exigências dos EUA nem sequer chegou a ser analisado pelo governo brasileiro Crédito: Reprodução/YouTube

O presidente Lula (PT) disse ter rejeitado as exigências feitas pelos Estados Unidos em um documento sobre a exploração de minerais críticos no Brasil, divulgado nesta quinta-feira (17).

De acordo com o presidente, o documento era antigo e nem sequer chegou a ser analisado pelo governo por tratar de exigências “inaceitáveis”.

Entre as exigências feitas no documento, os EUA citavam o envio de informações prévias sobre a venda de minerais raros, direito de preferência para empresas americanas e restrição de investimentos de países rivais, como a China.

“Primeiro, esse documento que foi publicado hoje é um documento velho que já estava no nosso arquivo morto, porque foi a primeira comunicação que nós recebemos. E recusamos. Nem discutimos o documento, porque era inaceitável o documento de um país querer ter prioridade na riqueza mineral do nosso país”, disse Lula, que disputa a reeleição.

“Esse documento não foi discutido, não está sendo discutido e não será discutido. Eu sinceramente não consigo compreender o porquê da publicação desse material, exatamente no dia que a gente faz a sanção da lei que regula a questão dos minerais críticos, que a gente cria um conselho para ajudar a destrinchar todas as necessidades da operação das terras raras e minerais críticos”, questionou o presidente.

Lula afirmou ainda que não rejeita a ideia de que empresas estrangeiras atuem na exploração de minerais raros no Brasil, desde que todo o processo de transformação e produção do material final seja realizado no país. “Nós agora queremos explorar aqui e vender o produto acabado aqui, para gerar emprego de qualidade aqui, para formar novos profissionais aqui. É por isso que nós estamos trabalhando muito sério na regulação”.