O risco de que Lula pudesse ser alvo de punição imposta pela Justiça Eleitoral em decorrência do desfile da Acadêmicos de Niterói no Carnaval do Rio de Janeiro em 2026 foi antecipado pelo Correio da Manhã ainda em fevereiro.
Antes mesmo da apresentação, que contava a trajetória pessoal e política do presidente na Marquês de Sapucaí, a Coluna Magnavita já informava que partidos de direita teriam decidido não interferir antecipadamente, permitindo que o desfile ocorresse para embasar uma ação junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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Na segunda-feira (17), o TSE decidiu acolher a denúncia do Ministério Público Eleitoral (MPE), feita a partir de uma ação impetrada pelo Novo, que questiona a aplicação de R$ 9,6 milhões em recursos provenientes do Município de Niterói, do Município do Rio de Janeiro, do Estado do Rio de Janeiro e da Embratur para realização do desfile.
A ação do Novo também foi informada pelo Correio da Manhã no dia 11 de fevereiro, assim como o pedido de abertura de investigação feito pela senadora Damares Alves (Republicanos). Os processos afirmavam que o enredo “Do Alto do Mulungu, Surge a Esperança: Lula, Operário do Brasil” configurava propaganda eleitoral antecipada, com vistas na candidatura de Lula à reeleição.
Na denúncia acolhida pelo TSE, o Novo pede aplicação de multa no valor dos recursos investidos no desfile, sob o argumento de que o desfile “extrapola os limites de uma homenagem cultural e se configura como peça de propaganda eleitoral extemporânea”. O partido também aponta uma suposta ligação política entre Lula e a escola de samba, uma vez que o presidente da agremiação é vereador pelo PT de Niterói.
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