O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) afirmou nesta terça-feira (18) que pretende proibir o funcionamento das casas de apostas online, conhecidas como bets, em todo o Brasil caso seja eleito.
A declaração foi feita durante um evento em São Paulo com mulheres que relataram impactos dos jogos de apostas sobre familiares. Zema afirmou que pretende colocar o tema entre as primeiras medidas de um eventual governo.
“Meu primeiro ato como presidente será acabar com as bets”, declarou.
Zema compara apostas à dependência química
Ao defender a proibição das bets, o candidato classificou a expansão dos jogos de apostas como um problema grave de saúde e de endividamento para parte da população.
Zema comparou a dependência em apostas aos efeitos provocados pela dependência química e criticou a atuação das autoridades diante do avanço do setor.
“Temos hoje no Brasil um problema seríssimo e me parece que as autoridades fecharam os olhos”, afirmou. Para o candidato, trata-se de um problema “tão grave quanto dependência química, talvez até pior em alguns aspectos”.
Além da proposta de proibir as plataformas de apostas, Zema apresentou durante a agenda em São Paulo outras medidas que pretende adotar nas áreas econômica, social, de segurança pública e política externa.
Reformas e redução de gastos públicos
Na economia, o candidato voltou a defender reformas administrativa e previdenciária com o objetivo de reduzir despesas e buscar o equilíbrio das contas públicas.
Zema também afirmou que pretende promover cortes nos gastos do governo para criar condições para uma redução dos juros. A meta apresentada pelo candidato é levar a taxa para 6% ao ano.
Segundo ele, um ambiente econômico com menor custo financeiro poderia favorecer o crescimento da renda e ajudar a diminuir o endividamento das famílias.
“O brasileiro nunca esteve tão endividado por causa dos juros altos”, afirmou.
Outra proposta é reduzir a quantidade de ministérios do governo federal para aproximadamente 22 ou 23 pastas. A medida, segundo Zema, teria como objetivo diminuir o tamanho da estrutura administrativa e melhorar a eficiência dos serviços públicos.
Candidato defende privatizações
As privatizações também aparecem entre os principais pontos do programa econômico apresentado por Zema.
Na segunda-feira (17), durante encontro com investidores em São Paulo, o candidato citou quatro pilares para sua proposta econômica: privatizações, reforma administrativa, reforma da Previdência e revisão de programas sociais.
“Tudo que eu puder privatizar, irei privatizar, no sentido das empresas”, afirmou após o evento.
Zema também mencionou a Cemig, companhia de energia de Minas Gerais. Segundo ele, o atual vice-governador mineiro, Mateus Simões, pretende privatizar a empresa caso avance em sua própria candidatura.
Proposta prevê mudanças nos programas sociais
Ao tratar dos programas sociais, Zema afirmou que existem fraudes na concessão de benefícios e defendeu uma mudança nas regras para beneficiários que recusarem oportunidades de emprego.
O candidato propôs que pessoas que rejeitarem três ofertas de trabalho deixem de receber o benefício.
Zema também fez críticas duras aos efeitos que, em sua avaliação, a política de transferência de renda pode produzir quando não há incentivo à entrada no mercado de trabalho.
Zema quer classificar facções como organizações terroristas
Na área de segurança pública, o candidato afirmou que pretende alterar a legislação para ampliar a capacidade do Estado de enfrentar organizações criminosas.
Entre as propostas está a classificação de facções criminosas como organizações terroristas, além da retomada de territórios dominados pelo crime organizado.
Zema já havia apresentado a ideia na segunda-feira, quando afirmou que uma das primeiras medidas de um eventual governo seria estabelecer penas de 25 anos sem benefícios para integrantes de facções enquadradas nessa categoria.
“Com isso você pode colocar toda a força do Estado para combater esse grande mal que está tomando conta do Brasil”, declarou.
Candidato defende aproximação com os Estados Unidos
Na política externa, Zema afirmou que pretende ampliar o diálogo com os Estados Unidos, país que classificou como um parceiro comercial importante para o Brasil.
Apesar da defesa de uma aproximação maior com Washington, o candidato disse que não pretende fazer concessões em determinados temas considerados estratégicos.
Entre os assuntos citados estão o Pix e a exploração de terras raras no território brasileiro.
As declarações fazem parte do conjunto de propostas que Zema vem apresentando nos primeiros dias da campanha presidencial, com foco em redução do tamanho do Estado, mudanças na política econômica, endurecimento das medidas de segurança pública e proibição das plataformas de apostas.
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