Política

Moraes nega pedido de visita dos filhos de Bolsonaro no Dia dos Pais

Pedido apresentado pela defesa de Bolsonaro destacava caráter "humanitário e familiar" das visitas; Moraes aponta proibição após divulgação de carta

Moraes nega pedido de visita dos filhos de Bolsonaro no Dia dos Pais
Defesa de Jair Bolsonaro alega punição excessiva em proibição integral de visitas Crédito: Antonio Augusto/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou o pedido feito pela defesa de Jair Bolsonaro para que o ex-presidente recebesse a visita dos filhos no domingo (9), Dia dos Pais.

De acordo com Moraes, Bolsonaro cumpre penalidade de 30 dias sem visitas imposta em razão do descumprimento da medida cautelar que proíbe manifestações em suas redes sociais ou de terceiros, diante da divulgação de uma carta escrita por ele nas redes sociais do filho Flávio Bolsonaro, no dia 11 de julho.

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Alexandre de Moraes negou pedido de Bolsonaro para receber visita dos filhos no Dia dos Pais | Foto: Luiz Silveira/STF

No pedido, a defesa do ex-presidente alegava o caráter excepcional, “humanitário e familiar” das visitas na data comemorativa, visando “preservar vínculos” entre Bolsonaro e os filhos.

No caso de Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência, também foi aplicada uma sanção de 90 dias sem visitas ao ex-presidente devido à divulgação da carta em suas redes sociais. Pela decisão de Moraes, o senador só poderá visitar o pai após o primeiro turno das eleições de outubro.

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Flávio leu carta na qual Jair Bolsonaro pede união em torno de pré-candidatura | Foto: Reprodução/Redes sociais

A defesa de Jair Bolsonaro recorreu da proibição afirmando que a suspensão integral de visitas por 30 dias seria desproporcional. O recurso foi enviado por Moraes para análise da Procuradoria-Geral da República (PGR), que ainda não se manifestou.

Já Eduardo Bolsonaro, que mora nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, precisaria voltar ao Brasil para visitar o pai. Condenado pelo STF a 4 anos e 2 meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo, seu retorno ao país implicaria detenção para cumprimento da sentença.