O candidato ao governo do estado do Rio, Eduardo Paes (PSD), usou as redes sociais, na noite desta segunda-feira, para acusar Anthony Garotinho (Republicanos), que também disputava o cargo, de fazer uma 'manobra' para que Douglas Ruas (PL) vença no primeiro turno. O ex-prefeito do Rio acusa ambos de 'armação' para levar a eleição 'no tapetão'.
"Demorou, mas hoje (segunda) finalmente está todo mundo sabendo do escândalo que estou alertando desde o início, da armação do Garotinho com Douglas Ruas para o candidato do PL vencer a eleição no 'tapetão'. Na minha campanha, a gente avisou desde o começo que Garotinho era um candidato laranja. A gente foi para a Justiça, que disse que ele não poderia ir às urnas por causa dos crimes e condenações. E que o único objetivo dele era tumultuar a eleição, mas a Justiça deixou ele livre", disse.
Garotinho entrou com um pedido de desistência do recurso para que sua candidatura seja deferida. Sua participação era analisada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e agora está em apuração se os votos serão contados ou não. Caso sejam contados, terá segundo turno. Se forem descartados, Douglas Ruas termina à frente de Paes, ultrapassa 50% dos votos válidos e pode ser declarado governador ainda no primeiro turno.
"Ou seja, impedir que o segundo turno aconteça, uma clara interferência no processo eleitoral. Estão tentando tirar o seu direito de dizer quem vai ser ou não o governador e transferir esse poder para o Garotinho. Estamos vendo uma agressão sem precedentes à democracia", acusou Paes.
O ex-prefeito do Rio também apontou ligações de Garotinho com Ruas e o Partido Liberal (PL). "O filho do Garotinho é filiado ao PL e foi eleito deputado federal. Está tudo em casa. Uma manobra desse sistema podre que quer a todo custo tomar de volta o controle do estado do Rio. O mesmo esquema podre que usou o Ceperj, lá atrás, quer roubou meio bilhão de reais para comprar a reeleição de Cláudio Castro e só foi ser julgado mais de três anos depois", falou.
Garotinho condenado
Anthony Garotinho foi condenado por improbidade administrativa, por irregularidades na gestão no governo do Rio de Rosinha, sua esposa. Em agosto deste ano, a Justiça do Rio determinou a suspensão dos seus direitos políticos, em meio à sua candidatura ao cargo de governador.
O processo investigou supostas irregularidades envolvendo recursos e contratos na área da saúde. A condenação foi proferida em 2018 e, segundo o Ministério Público do Rio (MPRJ), os recursos apresentados pela defesa foram esgotados, permitindo a execução da decisão.
Desde então, a defesa de Garotinho recorria junto ao Tribunal Reginal Eleitoral (TRE-RJ) e Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para concorrer ao cargo nas eleições. O desfecho final ocorreu nesta segunda, quando ele desistiu do recurso no TSE para deferir a candidatura.
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