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Flávio Bolsonaro atribui tarifa a "tom agressivo" de Lula com os EUA

Em vídeo, Flávio Bolsonaro rebate Lula e nega interferência em tarifa aplicada pelos EUA; senador envia carta a Rubio pedindo revisão da medida

Flávio Bolsonaro atribui tarifa a "tom agressivo" de Lula com os EUA
Flávio Bolsonaro apareceu atrás de Lula no primeiro e segundo turno da disputa Crédito: Agência Senado/Agência Brasil

Senador e pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro rebateu nesta terça-feira (2) as declarações do presidente Lula (PT) de que teria interferido na imposição da tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, anunciada pelo governo dos Estados Unidos. Em vídeo, o senador atribuiu a taxação ao “tom agressivo” de Lula com relação ao governo de Donald Trump.

“Eu fiz o pedido direto para que os Estados Unidos não taxassem as empresas brasileiras, que já são absurdamente taxadas pelo governo Lula. Os empreendedores brasileiros já estão sufocados com tanto imposto, burocracia, perseguição. Estão até saindo do Brasil. Então eu expliquei que não seria justo taxá-los ainda mais”, disse Flávio Bolsonaro.

“Esse estudo, que foi divulgado agora na chamada sessão 301, englobou mais de 60 países, incluindo o Brasil, com uma investigação que começou em 2025, muito antes da minha visita aos Estados Unidos na semana passada. A realidade é que essa tarifa é do Lula, pelo seu tom agressivo com os Estados Unidos, pelo seu discurso anti-americano, por defender que o dólar deixe de ser moeda padrão nas relações internacionais”, afirmou o senador no vídeo.

Carta a Rubio

Flávio Bolsonaro divulgou ainda um ofício que será enviado ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, pedindo o fim da tarifa, que só entrará em vigor com o fim da investigação comercial iniciada em 2025 e após a realização de audiências públicas sobre o tema.

“O Brasil atravessa uma grave deterioração fiscal e econômica. Nossa dívida bruta do governo geral ultrapassou 80% do PIB pela primeira vez desde o início da pandemia, atingindo R$ 10,4 trilhões em abril — e as projeções de mercado a colocam em um recorde de 83,7% até o final do ano. As contas públicas continuam apresentando déficit primário, enquanto os juros da dívida subiram a níveis recordes”, diz a carta do senador.

“Nesse contexto, a imposição de novas tarifas causaria sérios danos ao povo brasileiro — os mesmos cidadãos que veem os Estados Unidos como um parceiro e um amigo. Portanto, escrevo para reiterar, formalmente, o pedido que lhe fiz pessoalmente: que os Estados Unidos não imponham tarifas ao Brasil”, afirma o documento.

CV e PCC

No vídeo, Flávio Bolsonaro alfinetou Lula lembrando a classificação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC), pelos EUA, como organizações terroristas, anunciada no dia 28 de maio, um dia após a reunião dele com o secretário Marco Rubio.

"Ele [Lula] faz uma reunião com o Trump, faz os compromissos e não cumpre. Foi assim com relação a apertar o cerco contra o PCC e o CV. O Lula prometeu combater e não cumpriu. Aí eu, que nem sou presidente da República ainda, tenho que ir lá e resolver", afirmou.

“Já fiz o trabalho do Lula uma vez. Será que eu vou ter que fazer de novo? Eu resolvo fazer o trabalho dele para evitar que as empresas brasileiras sejam taxadas. É obrigação do Lula ir lá e resolver. De qualquer forma, eu vou enviar uma carta ao governo americano pedindo que ele não aplique tarifas às empresas brasileiras”, disse o senador.

Galeria de imagens

Encontro com Flávio Bolsonaro na semana passada foi postado por Trump no dia do anúncio de nova tarifa Crédito: Reprodução/Truth Social