PL passa a apoiar a escala 4x3
O Partido Liberal anunciou apoio à PEC que prevê o fim da escala 6x1 e a adoção da jornada 4x3 no Brasil. A decisão foi confirmada pelo líder da legenda na Câmara, Sóstenes Cavalcante, após reunião da bancada realizada na noite desta terça-feira (26).
Com a mudança de posição, o PL entra com força no centro do debate sobre redução da jornada de trabalho. O tema vem ganhando espaço no Congresso Nacional e também nas redes sociais, impulsionado por reivindicações de trabalhadores por mais qualidade de vida e menos desgaste profissional.
O que propõe a jornada 4x3
A ideia defendida pelo partido é criar um modelo em que o trabalhador atue por quatro dias e tenha três dias consecutivos de descanso. Segundo o PL, a proposta não elimina direitos trabalhistas e busca oferecer uma alternativa moderna para o mercado de trabalho brasileiro.
Durante discurso no plenário da Câmara, Sóstenes afirmou que a legenda é favorável a trabalhar menos, descansar mais e passar mais tempo com a família. O deputado também cobrou apoio de partidos da esquerda para ampliar a discussão sobre a mudança na rotina dos trabalhadores.
PEC prevê redução gradual da carga horária
O texto relatado pelo deputado Leo Prates estabelece uma redução gradual da jornada semanal. Pela proposta, a carga cairia das atuais 44 horas para 42 horas até 60 dias após a promulgação da PEC e, depois, para 40 horas em até 12 meses.
Essa alteração mexeria diretamente nas regras da Consolidação das Leis do Trabalho. A tramitação, no entanto, sofreu novo atraso após pedido de vista do deputado Maurício Marcon, que argumentou que a medida pode limitar trabalhadores interessados em jornadas superiores a oito horas por dia.
Debate divide Congresso e setor produtivo
A proposta de fim da escala 6x1 abriu divergências entre parlamentares, empresários e representantes do setor produtivo. Partidos de centro e de direita afirmam que a redução obrigatória da jornada pode elevar custos das empresas, pressionar a inflação e gerar impactos no mercado de trabalho.
Já os defensores da PEC sustentam que a mudança pode aumentar a produtividade, reduzir o esgotamento físico e mental e melhorar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Com o apoio do PL, o tema deve ganhar ainda mais peso político nas próximas semanas.