O partido Democracia Cristã (DC) deu início a um processo disciplinar para expulsar o ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo de seus quadros. A insatisfação com a escolha do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa para a disputa presidencial colocou Rebelo em rota de colisão com a direção da legenda, alvo das críticas do ex-deputado.
Anunciado como pré-candidato da DC em 2025, Aldo Rebelo afirmou ter sido substituído por Joaquim Barbosa devido ao receio do presidente da sigla, João Caldas, com o avanço das investigações sobre o Banco Master em Alagoas, estado natal de ambos.
Em nota, a direção do DC rebateu as críticas de Aldo e afirmou que o posicionamento e as declarações do ex-ministro “não condizem com os valores democratas-cristãos”.
“Diante do esgotamento das diversas tentativas de resolução harmoniosa — frustradas pela reiterada intransigência do recém-filiado — e tendo em vista os gravíssimos fatos e provas apurados, que afrontam os valores, os princípios, os objetivos e o Estatuto do partido, a Direção Nacional do DC delibera pela abertura imediata de procedimento disciplinar contra o referido filiado”, afirmou o DC.
“Tal medida resultará em sua expulsão sumária, com a devida comunicação de sua desfiliação à Justiça Eleitoral”, disse o partido no comunicado.
Pré-candidatura mantida
Em suas redes sociais, Rebelo afirmou que pretende manter sua pré-candidatura até a convenção do partido, no período entre 20 de julho e 5 de agosto, mesmo que a questão precise ser judicializada.
“Minha pré-candidatura à Presidência da República está mantida, conforme convite e compromisso da direção nacional do Democracia Cristã. A candidatura anunciada em um balão de ensaio de Joaquim Barbosa é uma afronta a tudo que defendo como relações políticas”, afirmou o ex-deputado.