Política

Flávio vai à Faria Lima acalmar mercado

Senador tem encontros após o caso com Banco Master

Flávio vai à Faria Lima acalmar mercado
A Faria Lima é o endereço principal do mundo financeiro Crédito: Rovena Rosa/Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) terá esta semana uma rodada de encontros com empresários e investidores financeiros em São Paulo, o tradicional “grupo da Faria Lima”, referência à avenida que concentra a maior parte desses endereços. As informações são do jornal O Globo.

A agenda já tinha sido marcada antes do estouro da divulgação do áudio no qual Flávio Bolsonaro aparece pedindo recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar Dark Horse, a cinebiografia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, prevista para estrear em setembro. Agora, a expectativa é que as reuniões sirvam para acalmar o mercado e preservar a imagem de Flávio como opção conservadora nas eleições presidenciais deste ano.

Depois de passar a semana em reuniões internas para avaliar o impacto da crise com o Master, Flávio participou no fim de semana de agendas em São Paulo, em Sorocaba e Campinas, ao lado de candidatos nas eleições paulistas, como o deputado Guilherme Derrite (PL), que disputará uma vaga no Senado. No domingo, ele retornou para Brasília e deve embarcar na terça ou na quarta-feira para São Paulo.

Evitar perdas

A avaliação no entorno da campanha de Flávio Bolsonaro é que será preciso agora um grande esforço de contenção para evitar que o caso escale e produza desgastes irreversíveis. Por isso, a necessidade de o mais rápido possível intensificar conversas.

O grande temor agora é a intensificação de questionamentos vindos do próprio campo da direita, como o do candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, logo depois da divulgação do áudio.

A ideia é que Flávio apresente nas reuniões o compromisso com uma agenda liberal na economia, procurando garantir que ele é o maior nome para garantir medidas como maior redução de impostos e menos burocracia para o setor privado.

Na economia, alguns sinais foram interpretados como reação ao episódio. Na quarta-feira (13), o dólar fechou próximo de R$ 5, subindo mais de 2%. E o índice da Bolsa de Valores do Estado de São Paulo (Ibovespa) teve queda de 1,8%.