Um debate e uma mobilização contra maus-tratos a animais serão realizados na quarta-feira (11) às 17h no plenário "José Maria Matosinho", na Câmara Municipal de Campinas. A iniciativa é da vereadora Fernanda Souto (PSol-SP), que conclama a população a participar. A reunião contará com a participação do Conselho Municipal de Proteção e Defesa Animal (CMPDA), que já confirmou presença.
“Os casos recentes - como o assassinato do cão Orelha em Santa Catarina, a morte do cão Abacate no Paraná, a cachorra executada a tiros em Barão Geraldo e o cavalo abandonado e morto em uma via pública de Campinas — não podem ser tratados como episódios isolados. Revelam uma realidade de violência estrutural contra os animais, marcada pela omissão do poder público, pela falta de políticas preventivas e pela impunidade. Não é normal, não é aceitável e não vamos nos calar diante dessa barbárie. Defender os animais é também defender uma sociedade menos violenta e mais justa”, afirma a parlamentar.
“Precisamos transformar a indignação em mobilização e construir políticas públicas sérias de proteção animal, com estrutura, fiscalização e responsabilização. A luta é coletiva, e a presença de cada um é fundamental para pressionar por mudanças reais”, acrescenta.
Cadeia
O médico Artur Udelsmann, de 76 anos, que foi preso em flagrante no último dia 30 em Campinas, após matar o cachorro dele, da raça rottweiler, com dois tiros na nuca, não conseguiu habeas corpus, e segue na cadeia. Entretanto, segue encarcerado não pelo o assassinato do cachorro especificamente, mas pela somatória das penas máximas (pelos crimes de maus-tratos a animais e porte ilegal de arma de fogo), que ultrapassou quatro anos de detenção.
Udelsmann assassinou o rottweiler com um .38 cujo registro estava vencido desde de 2012. A arma foi apreendida com dez munições íntegras e duas deflagradas. confessou aos policiais militares que o prenderam que já sacrificou outros cachorros próprios, em ocasiões anteriores, com a finalidade de encerrar o sofrimento dos animais. Além de seringas, os PMs ainda encontraram, em posse do médico, um porrete de madeira manchado de sangue.