A Polícia Federal prendeu na tarde desta quarta-feira (13) o contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira, no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo.
A prisão ocorreu em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela 8ª Vara Criminal de Goiânia. Segundo as investigações, Cachoeira é suspeito de envolvimento nos crimes de calúnia, difamação e injúria.
Carlinhos Cachoeira ficou conhecido nacionalmente por atuar em esquemas de jogos ilegais e por ter sido um dos principais alvos da Operação Monte Carlo, deflagrada pela Polícia Federal em 2012. Na época, as investigações apontaram a existência de uma rede de exploração de caça-níqueis, além de supostos casos de corrupção e influência sobre agentes públicos, empresários e políticos.
O caso teve ampla repercussão após interceptações telefônicas revelarem contatos frequentes entre Cachoeira e o então senador Demóstenes Torres. As apurações também mencionaram empresários e autoridades públicas, além de atingirem a construtora Delta. A dimensão das denúncias levou à criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira no Congresso Nacional.
Antes disso, o nome do contraventor já havia surgido em outro episódio de repercussão política, em 2004, no chamado caso Waldomiro Diniz. Na ocasião, um vídeo mostrou o ex-assessor da Casa Civil negociando suposto pagamento de propina e assuntos relacionados à exploração de jogos ilegais.
Em 2012, Cachoeira foi preso e condenado em processos relacionados a crimes como corrupção, formação de quadrilha e exploração de jogos ilegais. As penas somadas ultrapassaram 39 anos de prisão. Parte dos processos, no entanto, passou a ser respondida em liberdade após decisões judiciais e recursos apresentados pela defesa.