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Bombardeiro nuclear cai e deixa mortos em Amur, na Sibéria

Bombardeiro nuclear cai e deixa mortos em Amur, na Sibéria
Destroços do bombardeiro Tu-95 russo que caiu na região de Amur Crédito: Reprodução/ Osintdefender no X

Um bombardeiro com capacidade para ataques nucleares Tupolev Tu-95MS caiu nesta terça-feira (29) na região russa de Amur, na Sibéria. Ao menos seis tripulantes morreram no acidente, que ainda não tem causas definidas.

O incidente ocorreu a cerca de 6 mil km da fronteira da Ucrânia, e Kiev não reivindicou nenhum tipo de ação. Os Tu-95 são especialmente desejados como alvos para as forças do país invadido por Vladimir Putin em 2022, pois formam o esteio de sua aviação estratégica. Antes da guerra, segundo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, a Rússia operava cerca de 60 Tu-95. O enorme aparelho, um quadrimotor turboélice da década de 1950 amplamente modernizado, é a principal base de lançamento de mísseis de cruzeiro Kh-101 e outros contra os ucranianos. Eles fazem seus disparos de dentro do espaço aéreo russo, evitando defesas dos rivais.


Uma das bases atacadas era a de Ukrainka

Uma das bases atacadas era a de Ukrainka
Causa do acidente não é conhecida, e rivais não reivindicaram autoria Crédito: Reprodução/ Osintdefender no X

Ainda assim, vários foram perdidos na guerra, em especial na Operação Teia de Aranha, em 2025, quando cerca de oito aparelhos foram atingidos, danificados ou destruídos, em cinco bases atacadas por enxames de drones contrabandeados por caminhões por Kiev. Uma das unidades militares era a base de Ukrainka, próxima ao local do acidente desta terça e provável sede do Tu-95 que caiu. Uma imagem feita por câmera de vigilância que circulou por um canal local, o Exilenova, mostra o avião caindo lentamente, como se estivesse tentando pousar.

Site confirma 11 perdas até o momento

No seu mais recente balanço de forças militares, datado do começo deste ano, o centro britânico contou 51 aviões do modelo Tu-95.

Já o site de monitoramento de perdas militares Oryx contou 11 perdas confirmadas por imagens até aqui. No mês passado, a Ucrânia havia dito ter destruído um desses bombardeiros em um ataque com drones à sua principal base, Engels-2, na Rússia europeia.

Por Igor Gielow (Folhapress)

Espanha quer proibir despejos até 2030

O governo da Espanha anunciou, nesta terça-feira (29), uma proposta para a proibição dos despejos até 2030 e a renovação automática de contratos de aluguel, em um esforço para conter a crise habitacional que desencadeou protestos no país. Essas duas medidas, anunciadas no X pela ministra da Saúde, Mónica García, após complexas negociações dentro da coalizão governista, serão incluídas em dois projetos de lei separados.

Passar pelo Parlamento

Esses dois projetos serão votados no Parlamento, onde o governo liderado pelo primeiro-ministro socialista, Pedro Sánchez, não possui maioria. Entre essas medidas, o governo também pretende implementar uma "proibição à compra de imóveis por fundos abutres", segundo a ministra. O projeto tem apoio popular.

Curta temporada

Esses fundos de investimento, juntamente com plataformas de aluguel de curta duração para turistas, como o Airbnb, são alvos de protestos, que os acusam de inflacionar os preços ao comprar imóveis na Espanha e reduzir a oferta. O governo também planeja "regulamentar" os aluguéis de temporada e de quartos, acrescentou García.

"Acordo Magnífico"

"Um acordo magnífico. Hoje é um grande dia para os inquilinos e pequenos proprietários. E um mau dia para os especuladores", celebrou o ministro da Presidência, Félix Bolaños, no X. Essas medidas, que devem ser anunciadas oficialmente após a reunião do Conselho de Ministros desta terça-feira, fazem parte do que ficou conhecido como o "Decreto Maricarmen".

Decreto Maricarmen

O decreto foi nomeado em homenagem à madrilenha de 87 anos que foi despejada na semana passada da casa onde morava há 70 anos, após a compra do imóvel por uma empresa de investimentos. A imagem dela sendo retirada do apartamento na maca causou indignação na Espanha e expôs a crise habitacional, a menos de um ano das eleições gerais de 2027.

Crise habitacional

O Congresso dos Deputados realizará uma sessão plenária extraordinária na sexta (2) para debater as medidas, segundo a imprensa espanhola. Centenas de manifestantes e ativistas ocupam Puerta del Sol, um popular ponto turístico no coração de Madri, desde sábado (26), para denunciar a crise habitacional e pedir proteção aos inquilinos.

Novos acampamentos

Essas reivindicações foram expressas principalmente pelo Sindicato dos Inquilinos, que apontou como principal reivindicação a implementação de contratos de aluguel por tempo indeterminado, em vez dos atuais contratos de cinco anos. Em outras cidades do país, como Málaga e Sevilha, pequenos acampamentos também começaram a surgir nas últimas horas.