CORREIO no mundo

Na ONU, chanceler de El Salvador defende as ações de Bukele

Na ONU, chanceler de El Salvador defende as ações de Bukele
Ministra das Relações Exteriores disse que ele revolucionou o país Crédito: Casa Presidencial El Salvador/ Wikimedia Commons

A ministra das Relações Exteriores de El Salvador, Alexandra Hill Tinoco, afirmou que o líder do país, Nayib Bukele, transformou a realidade do país "independemente das consequências e das críticas da comunidade internacional", durante discurso na Assembleia Geral da ONU, nesta segunda (28). Tinoco então ressaltou a grande redução das taxas de homicídio observadas durante a administração de Bukele, que caíram em meio a medidas linha-dura de repressão ao crime, a construção da mega-prisão Cecot e a supressão de direitos humanos com julgamentos coletivos e prisões indefinidas. Ela criticou ainda o que chamou de burocracia da ONU. "A comunidade internacional deve entender que resolver desafios globais vai mais além de um milhão de resoluções escritas e assinadas em papel", disse. Bukele não foi a Nova York embora a maioria dos líderes de direita do continente tenha se reunido com o presidente americano, Donald Trump.


Coreia do Norte acusa EUA, Japão e Coreia do Sul

Coreia do Norte acusa EUA, Japão e Coreia do Sul
Ditadura norte-coreana reiterou posição sobre programa nuclear Crédito: Kremlin via Wikimedia Commons

O vice-ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Kim Son Gyong, afirmou que a península coreana enfrenta instabilidade extrema e tensões crescentes, devido à hostilidade contra o país e ao confronto militar liderado pelos Estados Unidos. Segundo ele, a aliança com Japão e Coreia do Sul se tornou um bloco militar mais ofensivo, com um componente nuclear. O diplomata citou exercícios militares multilaterais e bilaterais realizados neste ano pelos EUA, o apoio de Washington à ambição de Seul de ter submarinos nucleares.

Último ano teve desconfiança mútua

Além do envio de novos mísseis e drones à região. Também acusou o Japão de acelerar o rearmamento. "A ameaça militar arriscada dos EUA, do Japão e da República da Coreia não tem precedentes", declarou. Ele reiterou a posição oficial norte-coreana sobre seu programa nuclear e afirmou que o país seguirá gerenciando as ameaças externas como um "Estado nuclear responsável". O regime classificou 2025 como um período marcado por desconfiança mútua sem precedentes e violações de soberania. Por Douglas Gavras (Folhapress)

Costa Rica quer Rebeca Grynspan na ONU

A Costa Rica defendeu, na Assembleia-Geral da ONU, a candidatura da economista Rebeca Grynspan ao cargo de secretária-geral da entidade. No discurso, o representante permanente do país na organização, Boris Vasir Marchegiani Carrero, afirmou que a próxima liderança da ONU deve ser uma mulher latino-americana. Ele destacou a experiência política, econômica e multilateral da candidata. Por Angela Boldrini (Folhapress)

Acordo da Groenlândia

A embaixadora da Dinamarca na ONU, Christina Markus Lassen, afirmou nesta segunda (28) estar feliz com o acordo firmado na semana passada com Groenlândia e Estados Unidos. Ela disse que o entendimento é positivo para também para Otan e Europa. Antes, Lassen concentrou a fala nos principais conflitos internacionais.

Conflitos internacionais

A embaixadora chamou de ilegal a guerra da Rússia contra a Ucrânia e reiterou o apoio a Kiev; cobrou uma trégua e negociações no Sudão; e afirmou que o Irã não pode desenvolver ou adquirir uma arma nuclear, além de pedir que Teerã interrompa ataques contra países da região e ameaças à liberdade de navegação no estreito de Hormuz.

Oriente Médio

Sobre o Oriente Médio, Christina Markus defendeu a implementação do plano para encerrar o conflito em Gaza, maior acesso humanitário e a solução de dois Estados, além de criticar a violência de colonos e a expansão de assentamentos na Cisjordânia. A dinamarquesa também defendeu uma reforma do Conselho de Segurança da ONU.

Reforma no Conselho

Ela defende maior representação de regiões hoje sub-representadas, e apoio contínuo ao Tribunal Internacional de Justiça e ao Tribunal Penal Internacional. Na pauta climática, pediu que a COP31, na Turquia, seja voltada à implementação de medidas concretas e ao cumprimento do Acordo de Paris.

Por Gabriel Barnabé (Folhapress)

Sudão do Sul I

Representando o governo do presidente Salva Kiir, a embaixadora do Sudão do Sul na ONU, Cecilia Adout Majok Adeng, defendeu a realização das polêmicas eleições marcadas para dezembro, as primeiras desde a independência do país há 15 anos. A declaração na Assembleia Geral ocorre em um momento de extrema tensão institucional.

Sudão do Sul II

A declaração ocorreu após o governo aprovar leis para dissolver a administração e consolidar o poder absoluto de Kiir no Executivo. Enquanto agências da ONU alertam que forçar um pleito sem segurança econômica pode levar a uma guerra civil, Adeng buscou projetar estabilidade e soberania.

Por Sidney Fontineli (Folhapress)