A ministra das Relações Exteriores de El Salvador, Alexandra Hill Tinoco, afirmou que o líder do país, Nayib Bukele, transformou a realidade do país "independemente das consequências e das críticas da comunidade internacional", durante discurso na Assembleia Geral da ONU, nesta segunda (28). Tinoco então ressaltou a grande redução das taxas de homicídio observadas durante a administração de Bukele, que caíram em meio a medidas linha-dura de repressão ao crime, a construção da mega-prisão Cecot e a supressão de direitos humanos com julgamentos coletivos e prisões indefinidas. Ela criticou ainda o que chamou de burocracia da ONU. "A comunidade internacional deve entender que resolver desafios globais vai mais além de um milhão de resoluções escritas e assinadas em papel", disse. Bukele não foi a Nova York embora a maioria dos líderes de direita do continente tenha se reunido com o presidente americano, Donald Trump.
Na ONU, chanceler de El Salvador defende as ações de Bukele
Coreia do Norte acusa EUA, Japão e Coreia do Sul
O vice-ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Kim Son Gyong, afirmou que a península coreana enfrenta instabilidade extrema e tensões crescentes, devido à hostilidade contra o país e ao confronto militar liderado pelos Estados Unidos. Segundo ele, a aliança com Japão e Coreia do Sul se tornou um bloco militar mais ofensivo, com um componente nuclear. O diplomata citou exercícios militares multilaterais e bilaterais realizados neste ano pelos EUA, o apoio de Washington à ambição de Seul de ter submarinos nucleares.
Último ano teve desconfiança mútua
Além do envio de novos mísseis e drones à região. Também acusou o Japão de acelerar o rearmamento. "A ameaça militar arriscada dos EUA, do Japão e da República da Coreia não tem precedentes", declarou. Ele reiterou a posição oficial norte-coreana sobre seu programa nuclear e afirmou que o país seguirá gerenciando as ameaças externas como um "Estado nuclear responsável". O regime classificou 2025 como um período marcado por desconfiança mútua sem precedentes e violações de soberania. Por Douglas Gavras (Folhapress)
Costa Rica quer Rebeca Grynspan na ONU
A Costa Rica defendeu, na Assembleia-Geral da ONU, a candidatura da economista Rebeca Grynspan ao cargo de secretária-geral da entidade. No discurso, o representante permanente do país na organização, Boris Vasir Marchegiani Carrero, afirmou que a próxima liderança da ONU deve ser uma mulher latino-americana. Ele destacou a experiência política, econômica e multilateral da candidata. Por Angela Boldrini (Folhapress)
Acordo da Groenlândia
A embaixadora da Dinamarca na ONU, Christina Markus Lassen, afirmou nesta segunda (28) estar feliz com o acordo firmado na semana passada com Groenlândia e Estados Unidos. Ela disse que o entendimento é positivo para também para Otan e Europa. Antes, Lassen concentrou a fala nos principais conflitos internacionais.
Conflitos internacionais
A embaixadora chamou de ilegal a guerra da Rússia contra a Ucrânia e reiterou o apoio a Kiev; cobrou uma trégua e negociações no Sudão; e afirmou que o Irã não pode desenvolver ou adquirir uma arma nuclear, além de pedir que Teerã interrompa ataques contra países da região e ameaças à liberdade de navegação no estreito de Hormuz.
Oriente Médio
Sobre o Oriente Médio, Christina Markus defendeu a implementação do plano para encerrar o conflito em Gaza, maior acesso humanitário e a solução de dois Estados, além de criticar a violência de colonos e a expansão de assentamentos na Cisjordânia. A dinamarquesa também defendeu uma reforma do Conselho de Segurança da ONU.
Reforma no Conselho
Ela defende maior representação de regiões hoje sub-representadas, e apoio contínuo ao Tribunal Internacional de Justiça e ao Tribunal Penal Internacional. Na pauta climática, pediu que a COP31, na Turquia, seja voltada à implementação de medidas concretas e ao cumprimento do Acordo de Paris.
Por Gabriel Barnabé (Folhapress)
Sudão do Sul I
Representando o governo do presidente Salva Kiir, a embaixadora do Sudão do Sul na ONU, Cecilia Adout Majok Adeng, defendeu a realização das polêmicas eleições marcadas para dezembro, as primeiras desde a independência do país há 15 anos. A declaração na Assembleia Geral ocorre em um momento de extrema tensão institucional.
Sudão do Sul II
A declaração ocorreu após o governo aprovar leis para dissolver a administração e consolidar o poder absoluto de Kiir no Executivo. Enquanto agências da ONU alertam que forçar um pleito sem segurança econômica pode levar a uma guerra civil, Adeng buscou projetar estabilidade e soberania.
Por Sidney Fontineli (Folhapress)
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