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Ataques de Israel matam 18 palestinos em Gaza

Ataques de Israel matam 18 palestinos em Gaza
Netanyahu afirma que não há acordo para interromper ataques Crédito: Reuters/Folhapress

Ataques aéreos israelenses continuaram em Gaza pelo segundo dia consecutivo no domingo (2), matando pelo menos 18 palestinos, apesar do anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de um avanço nos esforços para implementar o acordo de cessar-fogo firmado no ano passado. O ministro de Energia de Israel, Eli Cohen, disse que não há acordo para interromper os ataques a Gaza e que vê necessidade de Israel, que já controla 70% da Faixa, assumir o controle total do território. "No acordo que assinamos com os Estados Unidos, nossa posição é que o Hamas deve ser desmantelado. Essa é a primeira coisa que precisa acontecer", disse. Cohen é membro do gabinete de segurança do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, um pequeno círculo de ministros que supervisiona a política de segurança e diplomacia.

 

Mortos e feridos na região

Mortos e feridos na região
Israel fez novos ataques a Gaza neste fim de semana Crédito: Reuters/Folhapress

Ataques a Deir al-Balah mataram pelo menos quatro pessoas, informaram autoridades palestinas de saúde. Um outro ataque feriu cinco pessoas e incendiou algumas tendas em Mawasi, perto de Khan Younis, de acordo com o serviço palestino de emergência civil. Um casal e seu filho de 9 anos foram mortos em um ataque a uma casa em Mawasi. Outro casal foi morto com seu filho em um ataque a um apartamento na Cidade de Gaza, onde outras duas pessoas morreram em uma tenda perto do escritório da missão de representação egípcia.

Alvos eram comandantes da força Nukhba

Mais tarde, outras duas pessoas foram mortas no bairro de Zeitoun, no leste da cidade. Uma pessoa foi morta perto de Jabalia, no norte de Gaza, informaram também autoridades palestinas. Os militares israelenses disseram que um ataque a um apartamento em Deir al-Balah tinha como alvo dois comandantes da força de elite Nukhba do grupo terrorista Hamas. Os ataques na Cidade de Gaza e em Jabalia também tinham alvos militares, mas as Forças Armadas ainda estavam analisando a situação, acrescentaram.

Hospital do Mártires foi atacado no sábado

Um ataque aéreo posterior à Cidade de Gaza contra um carro matou pelo menos três palestinos nas proximidades da praça Saraya. No sábado (1º), ataques aéreos de Israel na Faixa de Gaza deixaram pelo menos dois mortos e danificaram depósitos de suprimentos médicos, informaram autoridades palestinas. Um dos bombardeios destruiu e danificou as instalações de armazenamento do Hospital dos Mártires de Al-Aqsa, no centro de Gaza.

Pausa nos ataques

Donald Trump disse no final do sábado (1º) que os EUA suspenderam novos ataques ao Irã em busca de um acordo rápido para interromper as ambições nucleares de Teerã e reabrir o estreito de Hormuz. O Irã e outros países do Oriente Médio pediram pausa nas ofensivas para concluir o acordo que levaria à reabertura "imediata, completa e total" do estreito vital.

Um "Irã próspero"

Além de "um fim da ameaça nuclear iraniana", escreveu Trump na Truth Social. Ele não nomeou os países no texto. "Com base neste pedido, concordei, para o benefício futuro do mundo e, igualmente, para a sobrevivência de um Irã bem-sucedido e próspero, em cancelar o ataque, condicionado à possibilidade de fazer rapidamente um acordo", escreveu.

Novas negociações

No domingo (2), Trump anunciou que a nova rodada de negociações com o Irã será iniciada nesta segunda (3). Eli Cohen, ministro da Energia de Israel e membro do gabinete de segurança do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, afirmou que existe uma estreita coordenação de segurança e inteligência entre Israel e os EUA sobre tudo o que acontece na região.

Diálogo atrasado

O diálogo entre o governo interino de Delcy Rodríguez na Venezuela e um grupo de opositores ao regime apoiados por Washington, inicialmente previsto para começar neste sábado (1º), foi adiado para esta semana. Os EUA, que mantêm forte pressão sobre a liderança de Rodríguez, impulsionam as conversas. Elas podem ter como resultado um um pleito eleitoral.

Jorge Rodríguez

O chefe da equipe negociadora do regime, Jorge Rodríguez, e a representante dos opositores, a dirigente Dinorah Figuera, falaram por telefone neste sábado. "Nessa conversa, compartilhamos a composição das delegações de trabalho e concordamos em realizar a primeira reunião presencial em Caracas na próxima semana", afirmou.

Agenda de trabalho

"Também estabelecemos uma agenda de trabalho com metas claras e verificáveis", disse Rodríguez. Figuera divulgou um comunicado similar, no qual detalhou três temas que serão discutidos no primeiro encontro: o "atendimento" às consequências do terremoto duplo de 24 de junho, o "fortalecimento da democracia" e "direitos e garantias políticas".