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Trump recebe Zelenski e Netanyahu na Casa Branca

Trump recebe Zelenski e Netanyahu na Casa Branca
Trump recebeu primeiro-ministro israelense novamente na Casa Branca Crédito: Daniel Torok/ Casa Branca

A Casa Branca recebeu nesta terça-feira (28) uma sequência de encontros que pode definir os próximos passos da política externa de Donald Trump em dois dos principais conflitos internacionais: a guerra na Ucrânia e o conflito no Oriente Médio. O primeiro a chegar foi o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, que foi visto na Casa Branca pouco depois das 9h45 (no Brasil, 10h45) e deixou o local às cerca de 11h locais. Pelas redes sociais, Zelenski disse que teve uma boa reunião com Trump.

"Obrigado por tudo o que fazemos juntos para proteger as vidas dos ucranianos e avançar a paz. Antes de mais nada, ofereci ao presidente Trump as nossas condolências pelo falecimento de Lindsey Graham. Ele foi um verdadeiro amigo da Ucrânia", afirmou o ucraniano pelo X.

 

Produção de interceptadores em pauta

Produção de interceptadores em pauta
Zelenski se reuniu com a Lockheed Martin, que fabrica drones Crédito: Divulgação/ Volodimir Zelenski

O presidente da Ucrânia disse que foram discutidas licenças para a produção de interceptadores Patriot e "várias outras ideias que poderiam ajudar". "Também falamos sobre diplomacia. É importante que o processo diplomático seja revigorado. As nossas equipes vão organizar os detalhes de comunicação futura", disse ele, que voltou a agradecer os EUA pelo "firme apoio". Em seguida, Trump recebeu o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, para uma reunião também a portas fechadas.

Porta‑voz diz que reuniões foram positivas

Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca, afirmou pelo X que "as reuniões foram positivas e produtivas!". Esta é a primeira vez que Trump e Netanyahu se reúnem desde o início da guerra no Irã, iniciada exatamente há seis meses, em 28 de fevereiro. Antes de o conflito começar, eles se encontraram reservadamente na Casa Branca em fevereiro. Segundo uma investigação do jornal The New York Times, foi nesse encontro que Netanyahu convenceu Trump e integrantes de seu governo a apoiar a intervenção militar contra o Irã.

Resolvendo atritos entre Trump e Netanyahu

A reunião desta terça-feira ocorre em meio a incertezas sobre a estratégia americana para a região. Trump ainda não indicou se pretende pressionar por uma solução negociada ou intensificar operações militares. Nos últimos meses, a relação entre os dois líderes também passou por momentos de atrito por conta do cessar-fogo.

Por Isabella Menon (Folhapress)

Daniel Ortega

A reforma constitucional para excluir a oposição das eleições na Nicarágua também propõe estender o mandato presidencial de 6 para 7 anos, anunciou a Assembleia Legislativa do país nesta terça-feira (28), após receber o projeto de lei do ditador Daniel Ortega. A Assembleia, controlada pelo regime, planeja aprovar as leis solicitadas por Ortega em setembro.

Início de setembro

A ideia é impedir que "traidores" e "golpistas" a serviço dos EUA — termos usados por Ortega para se referir aos adversários — participem das eleições. "Nosso sistema de Estado e governo do povo presidente propõe-se a ser estruturado com um mandato efetivo de sete anos renováveis", disse o presidente do Congresso, Gustavo Porras, ao ler a introdução da proposta.

Corpo diplomático

O texto ainda não foi divulgado na íntegra. A extensão do mandato "garante estabilidade na visão, nas operações e na continuidade, atendendo às necessidades urgentes com toda a energia e clareza", acrescentou Porras. A copresidente e esposa de Ortega, Rosario Murillo, explicou na segunda (27) que o plano de reforma foi compartilhado com o corpo diplomático.

Rejeição internacional

Ela disse que, antes de sua aprovação, também haverá "consultas" com vários setores da sociedade nicaraguense. A previsão é de que o projeto seja aprovado em setembro. Vários países e organizações internacionais rejeitam a intenção de Ortega, um ex-guerrilheiro de esquerda, no poder há quase 20 anos, de excluir os partidos de oposição das eleições.

Terremoto no Japão

Um terremoto de magnitude 7,1 que atingiu a província de Kumamoto, no sul do Japão, na terça (28), deixou duas pessoas mortas, dezenas de feridas, cortou a energia para milhares de casas, danificou estradas e provocou incêndios e desabamentos de edifícios. A emissora NHK informou a morte de duas mulheres na casa dos 20 anos em um shopping.

Mortos e feridos

Segundo o veículo, a Prefeitura de Kumamoto confirmou as mortes e o atendimento de outras pessoas com parada cardiorrespiratória. Equipes de resgate atuam para retirar um número ainda desconhecido de pessoas desse centro comercial da rede Aeon, na cidade de Kashima, onde uma explosão ocorreu após o desabamento do segundo andar do prédio.