Correio da Manhã
Internacional

Após acusação de Rubio, Trump diz que China e Rússia não vendem armas ao Irã

Donald Trump disse ter recebido garantias de que China e Rússia não estão envolvidas no conflito entre EUA e Irã

Após acusação de Rubio, Trump diz que China e Rússia não vendem armas ao Irã
Marco Rubio acusou a China de colaborar com o Irã Crédito: Reprodução/The White House

Após a acusação feita pelo secretário de Estado, Marco Rubio, de que a China estaria sendo cooperativa com o Irã durante o conflito no Oriente Médio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ter recebido garantias dos presidentes Xi Jinping e Vladimir Putin, da Rússia, de que os dois países não estão fornecendo armas ao governo iraniano.

“O presidente Xi [Jinping, da China] disse-me que não daria nem venderia armas à República Islâmica do Irã sob nenhuma circunstância — e essa declaração incluía empresas chinesas. Considerando nosso relacionamento, levo sua palavra a sério [...]. Da mesma forma, o presidente Putin, apesar da terrível guerra em curso na Ucrânia, disse-me que não venderia armas ao Irã”, afirmou Trump, nesta sexta-feira (24), em suas redes sociais.

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Trump afirma que China e Rússia não estão vendendo armas ao Irã | Foto: Emily J. Higgins/The White House

Na publicação, o presidente dos EUA fez uma ameaça à China e à Rússia, importantes parceiros comerciais do Irã, para que se mantenham fora do conflito. “Portanto, dois grandes países que as pessoas frequentemente mencionam em relação ao Irã, na minha opinião, não estão participando. Se participassem, seria muito ruim para eles”, disse Trump.

Na quarta-feira (22), Marco Rubio sugeriu que a China tivesse atuado para “mudar a trajetória do conflito” entre EUA e Irã. “Nada do que a China fez mudou a trajetória do conflito com o Irã, mas em alguns casos a China tem sido cooperativa com o Irã”, disse o secretário de Estado.

Em maio, em uma das poucas manifestações sobre a guerra no Oriente Médio, a China pediu um “cessar-fogo completo” entre EUA e Irã e a reabertura do Estreito de Ormuz “o mais rápido possível”.