Fundos de pensão fecham 2025 com superávit de R$ 17,7 bilhões
02 de julho de 202615:31ANDRE SOUZA E JOÃO COCKELL
Fundos fechados acumularam rentabilidade de 179,1%Crédito: Ilustração/imagem gerada por IA
Os planos das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (fundos de pensão) encerraram 2025 com superávit de R$ 17,7 bilhões, revertendo o déficit de R$ 9,88 bilhões registrado no fim de 2024, segundo o Relatório Gerencial da Previdência Complementar (RGPC), divulgado pelo Ministério da Previdência Social. A recuperação foi impulsionada pelo desempenho do mercado financeiro, pela valorização dos títulos públicos e pela alta da Bolsa. O setor administra R$ 3,26 trilhões em ativos, equivalentes a 26% do PIB, e pagou R$ 100,3 bilhões em aposentadorias e pensões nos últimos 12 meses. O relatório também destaca que, entre 2016 e setembro de 2025, os fundos fechados acumularam rentabilidade de 179,1%, superior aos 138,5% dos planos abertos. Pela primeira vez, o documento ganhou versão em inglês para ampliar o intercâmbio internacional de informações.
PF pede mais prazo em investigação do INSS
Fachada do Prédio da Polícia Federal, em Brasília.Crédito: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
A Polícia Federal pediu ao ministro do STF, André Mendonça, mais prazo para concluir o inquérito da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de fraudes em descontos associativos aplicados a aposentados e pensionistas do INSS. A corporação informou que ainda analisa celulares, HDs e outros materiais apreendidos. A investigação apura a atuação de uma organização criminosa com participação de agentes públicos, associações e empresas.
Projeto esclarece tempo de benefício no INSS
O deputado federal Jonas Donizette (PSB/SP) apresentou o PL 3.348/2026, que altera a Lei 8.213/1991 para deixar expresso que o período em que o segurado recebe benefício por incapacidade, desde que intercalado com atividade ou contribuição, é equiparado a tempo de contribuição e não configura tempo fictício. A proposta busca dar segurança jurídica após a reforma da Previdência de 2019, alinhando a legislação ao entendimento já adotado pela Justiça, sem criar novos direitos ou ampliar as regras atuais de contagem do tempo previdenciário.
Projeto endurece penas para fraudes no INSS
O deputado federal Fred Linhares (Republicanos-DF) apresentou o PL 3.312/2026, que cria no Código Penal o crime específico de fraude por descontos indevidos em folhas de pagamento, aposentadorias, pensões e benefícios. A proposta prevê pena de 4 a 8 anos de prisão, agrava punições para organizações criminosas e endurece as regras contra lavagem de dinheiro nesses golpes, que têm aposentados e pensionistas como vítimas.
Correios I
Em audiência na Câmara, foi relatado que empregados e aposentados dos Correios sofrem um desconto de 24% nos salários para cobrir o déficit do fundo de pensão Postalis. A cobrança continua há 16 anos e é gerada por prejuízos em investimentos do banco BNY Mellon. O desconto atinge quem ganha de R$ 1,2 mil a R$ 2 mil
Correios II
O prejuízo do fundo é estimado em R$ 15 bilhões. Para evitar a liquidação, os Correios assumiram R$ 7,6 bilhões e os trabalhadores o restante. O BNY Mellon foi condenado pelo TCU a pagar R$ 833 milhões, mas recursos judiciais travam as cobranças. Foi criticada a falta de punição aos responsáveis pela má administração que pune os funcionários.
INSS I
A fila de requerimento do INSS fechou junho com 1,8 milhão de pedidos. 825 mil requerimentos estam aguardando há menos de 45 dias. Outros 555 mil pedidos aguardam há mais de 45 dias e 451 mil dependem de ações do segurado. Os números foram apresentados durante reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS)
INSS II
O INSS está concedendo 700 mil benefícios por mês. O Instituto leva 50 dias para concluir os requerimentos. A melhora dos indicadores reflete ações para agilizar as análises como a ampliação de atendimentos, reforço nas equipes, perícia conectada, foco em novos pedidos e o uso da análise documental de atestado médico para pedido de Benefício por incapacidade.
DNICA I
O PL 3423/2026, do deputado federal Bruno Ganem (PODEMOS/SP), institui o Documento Nacional de Identificação do Cuidador Atípico (DNICA). A proposta visa reconhecer, proteger e oferecer apoio essencial a cuidadores de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras
DNICA II
O DNICA garante prioridade em atendimentos públicos, educação e saúde, além de agilidade em processos administrativos e judiciais. A iniciativa cria o Cadastro Nacional de Cuidadores Atípicos, ferramenta que ajudará o governo a monitorar a população de cuidadores e formular políticas públicas mais eficientes para quem cuida de seus entes.
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