Segue até o próximo dia 29 de maio a 10ª Semana Nacional da Conciliação Trabalhista, mobilização promovida pela Justiça do Trabalho com foco na realização de acordos entre trabalhadores e empresas. A campanha deste ano reúne os 24 Tribunais Regionais do Trabalho, além do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), em uma força-tarefa para ampliar o número de conciliações em processos trabalhistas em todo o país.
A abertura da semana começou com um acordo de grande porte homologado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, em Campinas (SP). O entendimento envolve a Avibras Indústria Aeroespacial e prevê o pagamento de mais de R$ 252 milhões a aproximadamente 1,4 mil trabalhadores representados pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região.
O acordo homologado em Campinas é um dos maiores registrados nesta edição da campanha e reforça a aposta da Justiça do Trabalho em soluções negociadas para acelerar pagamentos e encerrar disputas judiciais. Segundo o TST, a conciliação reduz o tempo de tramitação das ações e evita custos adicionais para ambas as partes.
A campanha deste ano adota o slogan “Um acordo muda o jogo” e busca incentivar a resolução consensual dos conflitos trabalhistas. Trabalhadores e empresas podem solicitar inclusão de processos nas pautas especiais de conciliação diretamente nas varas trabalhistas ou nos Centros Judiciários de Métodos Consensuais de Solução de Disputas (Cejuscs).
A cerimônia de abertura contou com a presença do ex-jogador de futebol e tetracampeão mundial, Mauro Silva; a Desembargadora e Presidente do TRT-15 (Campinas), Ana Paula Pellegrina Lockmann; e o Vice-presidente do TST e do CSJT, e coordenador da Conaproc, Ministro Caputo Bastos, todos na foto.
Anos anteriores
Em 2025, a Semana Nacional da Conciliação Trabalhista realizou mais de 401 mil audiências em todo o país. Desse total, cerca de 34 mil terminaram em acordo entre trabalhadores e empregadores.
Os acordos homologados no ano passado movimentaram aproximadamente R$ 2 bilhões. Desse valor, parte corresponde a verbas pagas diretamente aos trabalhadores e outra parcela envolve recolhimentos fiscais e previdenciários decorrentes das conciliações firmadas durante a campanha.
A Justiça do Trabalho também registrou arrecadação significativa para os cofres públicos. Segundo os dados divulgados pelo TST, as conciliações realizadas na última edição geraram mais de R$ 195 milhões em recolhimentos previdenciários e fiscais.
A expectativa da Justiça do Trabalho é ampliar os resultados obtidos nas edições anteriores, especialmente em processos em fase de execução, etapa em que os valores já foram reconhecidos judicialmente, mas ainda aguardam pagamento. O objetivo da mobilização é acelerar a liberação de recursos aos trabalhadores e reduzir o estoque de ações em tramitação no país.