O Brasil encerrou 2025 com crescimento de 5% no estoque de empregos formais, alcançando 59,97 milhões de vínculos ativos, segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), divulgados na quarta-feira (13) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O avanço representa a criação de 2,8 milhões de postos em relação a 2024 e reforça o cenário de recuperação e expansão do mercado de trabalho brasileiro.
Do total de trabalhadores formais registrados no país, 46,1 milhões são empregados celetistas, enquanto 12,6 milhões pertencem ao serviço público estatutário. Outros 1,1 milhão estão vinculados a categorias como organizações sem fins lucrativos, sindicatos e empregadores pessoa física.
A Rais reúne informações de vínculos empregatícios de empresas públicas e privadas em todo o território nacional e é considerada uma das principais bases estatísticas do mercado de trabalho formal.
O setor de serviços liderou a geração de empregos no período, com estoque de 35,7 milhões de vagas, crescimento de 7,2% na comparação anual. Em seguida aparecem comércio, com 10,4 milhões de empregos e alta de 1,7%; indústria, também com avanço de 1,7%, totalizando 9 milhões de vínculos; construção civil, com aumento de 2,5%; e agropecuária, que registrou crescimento de 1,6%.
Dentro do setor de serviços, o maior destaque foi a administração pública, que apresentou aumento de 15,2% no número de vínculos formais. O crescimento foi puxado principalmente pelas administrações municipais e estaduais, impulsionado pela retomada de concursos públicos e ampliação de quadros em áreas essenciais. Educação e saúde também tiveram desempenho positivo, com altas de 6,2% e 4,2%, respectivamente.
Regiões
Regionalmente, Nordeste e Norte lideraram o crescimento proporcional do emprego formal, ambos com expansão de 10,1%. O Nordeste somou mais de 1 milhão de vínculos, enquanto o Norte criou cerca de 355 mil postos.
O Centro-Oeste avançou 5,7%, enquanto Sudeste e Sul registraram crescimento de 2,9%. Apesar disso, o Sudeste segue concentrando quase metade dos empregos formais do país, com participação de 47,4% no total nacional.
Entre os estados, o Amapá apresentou a maior alta relativa no estoque de empregos, com avanço de 20,5%. Também se destacaram Piauí, Alagoas e Paraíba, todos com crescimento acima de 12%. Em números absolutos, São Paulo liderou a geração de vagas, com mais de 357 mil novos vínculos, seguido por Bahia, Minas Gerais e Ceará.
Remuneração
Apesar da expansão do emprego formal, a remuneração média dos trabalhadores teve leve queda de 0,5% em relação ao ano anterior, chegando a R$ 4.434,38.
Já o número de estabelecimentos com empregados cresceu 2,1%, alcançando 4,8 milhões de unidades em funcionamento no país.
Durante a divulgação dos dados, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho afirmou que o país vive um momento positivo no mercado de trabalho, apesar do cenário de juros elevados. Segundo ele, a geração de empregos e a redução do desemprego indicam que a economia segue em trajetória de crescimento.