Em sua última semana no Sesc Copacabana, o espetáculo "Espaço Liso", da multiartista Camila Moura, investiga a relação entre corpo e chão, questionando memórias, paisagens e instabilidades da superfície. Criado em 2024, após quatro residências artísticas, o projeto passou pela Bélgica, no centro de arte Buda, e contou com Adilso Machado, via Sesc Pulsar, Rômulo Galvão e Alice Ripoll. A obra articula dança contemporânea e circo, propondo reflexões sobre o movimento e a incerteza do solo como elemento cênico central.
A catarse na solidão
O sonho de um homem rídiculoCrédito: Divulgação
Em cartaz até domingo (23) na sede da Cia dos Atores, o monólogo "O Sonho de um Homem Ridículo" adapta a novela homônima de Fiódor Dostoiévski (1821-1881). Com Murici Lima no palco e direção de Anderson Rosa, a montagem mergulha no universo dostoievskiano para abordar invisibilidade social, solidão urbana, a possibilidade de redenção e a urgência de empatia. A opção por uma encenação intimista aproxima o público da trajetória de um homem que, ao descer à própria solidão, encontra sua catarse.
Imitação e sobrevivência
Comunicado a uma academiaCrédito: Divulgação
Em cartaz até o dia 29 na Fundição Progresso, a peça "Comunicado a uma Academia", com Patrícia Niedermeier, adapta o conto homônimo de Franz Kafka (1883-1924), publicado em 1917. A montagem investiga modos de existir em sociedade marcada pela coerção, normatização e perda de individualidade. Em cenário atravessado por guerras externas e internas, o espetáculo questiona o que resta do humano quando a imitação se torna condição de sobrevivência. O conto já inspirou montagens memoráveis, como a de Moacyr Goés em 1993, com Ítalo Rossi.
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