Tem bonecaria no Festival de Curitiba? Tem, sim, senhor, como comprova “Azul”, sensação da mostra Guritiba. Esse é o nome da ala infantojuvenil da maior maratona de teatro do país. Na tarde do último sábado, os bonecos criados pelo artista cênico Dante, com direção de movimento bolada por Marise Nogueira, fizeram da dramaturgia de Andrea Batitucci e Gustavo Bicalho uma febre em solo curitibano. Tem até Ângela Maria (1929-2018) na trilha sonora.
Na trama, dirigida por Bicalho e Henrique Gonçalves, Violeta, uma menina de 4 anos (que é representada por uma boneca), está ansiosa com a chegada de seu irmãozinho, batizado de Azul. De cara, ela fica frustrada com o fato de ele, ainda bebê, exigir atenção constante de sua mãe e de seu pai, encarnados com o uso de máscaras. No entanto, conforme o tempo passa e seu maninho passa de neném a menino, a garotinha percebe que ele demonstra ser diferente das outras crianças, com um comportamento mais introvertido, dificuldade em desenvolver a fala e hiperfoco em alguns objetos. Violeta tenta encontrar meios de interagir com o irmão, descobrindo que a música cria uma ponte de conexão entre eles e que o tempo, tem um papel ainda mais relevante em suas histórias, tocadas pelo autismo. A estrutura de cores da cenografia é um primor.
Para semana que vem, a boa do Guritiba é “Da Janela”, espetáculo de Marco dos Anjos. Em su8a dramaturgia, Malu, única criança que mora na vila, percebe a chegada de novos moradores: Cadu e Nina. Certa da missão de conhecer seus novos amigos, Malu, do alto de sua janela, observa e narra o nascimento da amizade da garotada.
Neste domingo, no festival, na programação do Guairinha, Juana Profunda brilha em “O Grande Cabaré Combo Drag Week”, que celebra os seus 10 anos de trajetória, com a participação especial de Miranda Lebrão.
O Festival de Curitiba segue até 12 de abril.