Por: POR AFFONSO NUNES

NA RIBALTA: Pressão social e escolhas

A atriz e dramaturga Beatriz Napolitani em cena do espetáculo 'Zero Grau' | Foto: Divulgação

A peça "Zero Grau", com texto a atuação de Beatriz Napolitani, está em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal. A montagem acompanha Amanda, jovem de família abastada que enfrenta conflitos existenciais durante sessões de psicanálise nos anos 1980. O espetáculo utiliza metalinguagem ao estabelecer diálogo com 'Hedda Gabler', de Henrik Ibsen, entrelaçando a ficção da personagem com a trajetória da atriz que a interpreta. A narrativa explora questões sobre identidade, pressão social e escolhas individuais. Até 8/2

 

Inclusão e visibilidade

Depois do Silêncio | Foto: Diego Bresani/Divulgação

A Cia Os Buriti, com três décadas de atividade, apresenta 'Depois do Silêncio' no Teatro Poeira. O espetáculo reúne as atrizes Camila Guerra, Naira Carneiro e Renata Rezende em cena, combinando teatro e dança. A montagem retrata a história de Anne Sullivan e Helen Keller, estabelecendo paralelo entre os anos 1890 e a contemporaneidade. Encenado em português e libras pelas próprias intérpretes, o trabalho promove acessibilidade ao público surdo e aborda questões sobre inclusão e visibilidade de pessoas com deficiência. Até 25/2

Ativismo em cena

Julia Bernat | Foto: Camilla Lapa/Divulgação

O espetáculo 'Minha Vó Ri', primeiro solo da atriz Julia Bernat com direção de Débora Lamm, está em cartaz no CCBB até 9 de fevereiro. A montagem combina autoficção e palestra-performance para abordar memórias familiares e a história do ativismo lésbico no Brasil e no mundo. O trabalho resgata figuras como a ativista Rosely Roth e a cineasta Chantal Akerman. A trilha sonora reúne canções de Ângela Ro Ro, Cássia Eller e Leci Brandão. A peça explora questões de ancestralidade e visibilidade lésbica. Até 9/2