A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro teve sua candidatura ao Senado pelo PL do Distrito Federal confirmada neste domingo, 2, em convenção local da sigla. Era esperado um primeiro encontro entre Michelle e seu enteado Flávio Bolsonaro, candidato do PL a presidente da República.
Antes da reunião ela publicou uma foto no Instagram mostrando que ainda estava hospitalizada por conta de crises recorrentes de enxaqueca. A expectativa no partido era de que fosse liberada a tempo de participar do evento. Mas a ex-primeira-dama não apareceu.
No sábado a presidente regional do PL-DF, deputada Bia Kicis, se lançou candidata ao Senado e declarou que Michelle confirmara que integraria a chapa.
A foto publicada no Instagram fez lembrar seu marido, Jair Bolsonaro, que durante as campanhas eleitorais costumava divulgar fotos em passagens por hospitais. Isso desencadeou entre aliados e adversários especulações sobre se será essa também uma estratégia da campanha da ex-primeira-dama.
Houve ainda especulações de que a enxaqueca foi providencial para evitar o reencontro com Flávio, a quem Michelle acusou em vídeo de tê-la maltratado após ela criticar a aliança do partido com o candidato do PDT a governador do Ceará, Ciro Gomes.
Uma curiosidade também levantada por aliados e adversários do bolsonarismo: segundo a defesa, Geovanna Lima, irmã de Michelle, foi chamada a prestar auxílio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e à filha do casal.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que Geovanna entre e permaneça na casa onde o ex-chefe do Executivo cumpre prisão domiciliar enquanto a ex-primeira-dama passar por exames hospitalares.
Moraes determinou que, assim que Michelle retornar do hospital, o STF deverá ser comunicado "imediatamente". Afinal, um dos motivos para que ele autorizasse a prisão domiciliar humanitária do marido foi o fato de a ex-primeira-dama ter-lhe garantido, em encontro no dia 23 de março, que tomaria conta em tempo integral de Bolsonaro.
O ex-presidente havia sido internado com sinais de broncopneumonia. Segundo Michelle, se ele tivesse sido socorrido cerca de uma hora mais tarde, poderia ter morrido. Ela afirmou que Bolsonaro não pode ficar sozinho pelo risco de broncoaspiração causada pelos soluços, especialmente à noite. Daí a necessidade de sua presença em casa.
Além disso, segundo a defesa, Bolsonaro toma remédios que alteram sua capacidade de entendimento. Os advogados chegaram a afirmar que esses remédios poderiam ter sido a causa de ele ter tentado violar sua tornozeleira eletrônica com um ferro de solda, em novembro de 2025, o que resultou em sua prisão preventiva depois revista.
A pergunta que fica é: e se a ex-primera-dama for eleita senadora, como ela cumprirá a missão de tomar conta do marido em tempo integral?
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