O historiador e sociólogo brasileiro Sérgio Buarque de Holanda definiu o brasileiro como "um ser cordial".
Mas, infelizmente, essa definição não vale para uma parte da população do país.
Temos, em série, casos horrorosos de pedofilia. De violência e assassinatos de crianças inocentes.
Mulheres que são violentadas, abusadas, estupradas e assassinadas.
Negros e negras que são agredidos por racistas inescrupulosos e nojentos.
Homossexuais que são humilhados, agredidos e assassinados.
Traficantes e milicianos que dominam comunidades e bairros na base do terror. Extorquindo moradores e assassinando os que não seguem as suas regras.
Daí, me pergunto, o brasileiro é cordial? Sem dúvida, uma boa parte é gentil, solidária, tem empatia com o próximo.
Mas vemos muitos políticos e líderes religiosos propagarem a violência, o preconceito, a raiva e a estupidez. E tem ressonância em parte significativa da população brasileira.
Recentemente, um vídeo de pregação da pastora evangélica Helena Raquel viralizou pela sua coragem ao estimular as mulheres cristãs que ganhem coragem e denunciem seus maridos violentos, que as tratam como subalternas e as violentam de várias formas, de maneira física e psicológica. Com muita firmeza estimulou até mesmo as casadas com pastores e que são vítimas de abusos a abrirem o verbo e denunciar seus algozes.
A pastora Helena Raquel tocou os corações não só das mulheres cristãs, mas de grande parte da população brasileira feminina e masculina.
Chega! O país tem índices vexatórios nesses crimes citados no artigo.
Há que se ter um pacto das instituições, sejam públicas ou privadas, pelo combate incessante e com punições severas a esses animais.
E, que dessa forma, possam barrar a bestialidade de políticos, influencers, líderes religiosos que propagam tamanha incivilidade.
Fica a pergunta do inesquecível Renato Russo: "que país é esse"?
*Jornalista. Instagram: @sergiocabral_filho