O governo dos Estados Unidos afirmou que determinadas políticas e práticas adotadas pelo Brasil são "irracionais ou discriminatórias" e restringem o comércio americano. A avaliação consta no memorando presidencial, assinado por Donald Trump, que oficializa a imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.
Segundo o documento obtido pela coluna, a investigação concluiu que “atos, políticas e práticas brasileiras relacionados ao comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, tarifas consideradas preferenciais, combate à corrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal” são passíveis de sanções comerciais por representarem um ônus ou uma restrição ao comércio dos Estados Unidos.
O memorando afirma ainda que o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) manteve consultas com o governo brasileiro para buscar a eliminação dessas práticas. No entanto, concluiu que as negociações não resolveram as preocupações norte-americanas, levando à adoção das tarifas.
"Em 1º de junho de 2026, o Representante de Comércio concluiu que determinados atos, políticas e práticas do Brasil nessas áreas são irracionais ou discriminatórios e impõem ônus ou restringem o comércio dos Estados Unidos, sendo, portanto, passíveis de medidas com base na Seção 30”, diz trecho do documento.
As exceções abrangem centenas de produtos considerados estratégicos para a economia americana, como aeronaves civis e peças, medicamentos, semicondutores, aço, alumínio, cobre, veículos, madeira e diversas commodities. Segundo o memorando, esses itens foram poupados para evitar desabastecimento, impactos econômicos relevantes ou porque sua taxação não contribuiria de forma significativa para eliminar as práticas atribuídas ao Brasil.
As novas tarifas passam a valer para mercadorias que ingressarem nos Estados Unidos a partir desta quarta-feira (22/7), com uma regra de transição para cargas que já estavam em trânsito.
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