Em áudio enviado à coluna, Eduardo avaliou que o fato de a “maior potência econômica e bélica do mundo” receber um pré-candidato à Presidência do Brasil, em meio a uma agenda internacional complexa, serve como combustível para a base aliada de Flávio.
“Esse fato de hoje anima a militância. A gente está falando simplesmente da maior potência econômica e bélica do mundo recebendo, de maneira inédita, um candidato a presidente do Brasil”, afirmou Eduardo.
O ex-deputado ressaltou a relevância do espaço concedido por Trump, cujos compromissos recentes envolvem tratativas de grande impacto global, como acordos de paz com o Irã e posicionamentos sobre Cuba e Venezuela.
“O Trump está tão atribulado que ele não foi nem no casamento do filho dele, o Donald Trump Junior, que foi nesse final de semana. E aí ele conseguir fazer um espaço na sua agenda para nos receber foi sensacional.”
CV e PCC
De acordo com Eduardo, o encontro superou as expectativas. Um dos principais pontos da conversa, segundo ele, foi quando Flávio Bolsonaro abordou temas de segurança pública do Brasil, em especial o enfrentamento a facções criminosas como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC).
O deputado avalia que a postura delimita uma linha para o eleitorado sobre quem realmente defende a ordem pública.
“O Flávio foi forte demais na questão do CV e do PCC. Acho que isso daí é um marco que deixa bem claro para todas as pessoas, para perceber que quem está do lado da população, da verdadeira vítima, em apoio à polícia, querendo ordem, disciplina e tranquilidade para a sociedade prosperar”, disse Eduardo. No encontro, o pré-candidato da família Bolsonaro defendeu que CV e PCC sejam classificados como organizações terroristas, divergindo da posição do governo Lula.
Eduardo também rebateu a versão de que o encontro seria o início de uma "interferência americana" nas eleições brasileiras. O ex-deputado contra-atacou argumentando que se reuniões bilaterais fossem ingerência, o mesmo se aplicaria aos diálogos do presidente Lula.
Além disso, alegou que o governo de Joe Biden promoveu pressões diplomáticas nos bastidores do governo anterior, citando visitas de autoridades de alto escalão como o diretor da CIA, William Burns, e o secretário de Defesa, Lloyd Austin.
Ao final, Eduardo questionou a retórica de soberania do atual governo federal, criticando a forma como as negociações sobre minerais críticos e terras raras — área na qual o Brasil possui a segunda maior reserva mundial — vêm sendo conduzidas em relação à China e aos Estados Unidos.
“Quando você leva minerais brasileiros críticos para uma negociação comercial e você defende o interesse chinês e não o brasileiro, isso daí certamente não é soberania. Estou muito feliz, muito contente, e acho que a militância também agora está mais energizada”, concluiu o ex-deputado.