Paulo Cappelli

"Encontro de Flávio Bolsonaro com Trump anima a militância", diz Eduardo

Para Eduardo Bolsonaro, encontro entre Flávio e Trump na Casa Branca serve de combustível para base aliada

"Encontro de Flávio Bolsonaro com Trump anima a militância", diz Eduardo
Flávio e Eduardo Bolsonaro estiveram na Casa Branca para encontro com Trump Crédito: Reprodução/Redes sociais

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro celebrou as repercussões políticas da reunião entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta terça-feira (26/5), na Casa Branca.

Em áudio enviado à coluna, Eduardo avaliou que o fato de a “maior potência econômica e bélica do mundo” receber um pré-candidato à Presidência do Brasil, em meio a uma agenda internacional complexa, serve como combustível para a base aliada de Flávio.

“Esse fato de hoje anima a militância. A gente está falando simplesmente da maior potência econômica e bélica do mundo recebendo, de maneira inédita, um candidato a presidente do Brasil”, afirmou Eduardo.

O ex-deputado ressaltou a relevância do espaço concedido por Trump, cujos compromissos recentes envolvem tratativas de grande impacto global, como acordos de paz com o Irã e posicionamentos sobre Cuba e Venezuela.

“O Trump está tão atribulado que ele não foi nem no casamento do filho dele, o Donald Trump Junior, que foi nesse final de semana. E aí ele conseguir fazer um espaço na sua agenda para nos receber foi sensacional.”

CV e PCC

De acordo com Eduardo, o encontro superou as expectativas. Um dos principais pontos da conversa, segundo ele, foi quando Flávio Bolsonaro abordou temas de segurança pública do Brasil, em especial o enfrentamento a facções criminosas como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC).

O deputado avalia que a postura delimita uma linha para o eleitorado sobre quem realmente defende a ordem pública.

“O Flávio foi forte demais na questão do CV e do PCC. Acho que isso daí é um marco que deixa bem claro para todas as pessoas, para perceber que quem está do lado da população, da verdadeira vítima, em apoio à polícia, querendo ordem, disciplina e tranquilidade para a sociedade prosperar”, disse Eduardo. No encontro, o pré-candidato da família Bolsonaro defendeu que CV e PCC sejam classificados como organizações terroristas, divergindo da posição do governo Lula.

Eduardo também rebateu a versão de que o encontro seria o início de uma "interferência americana" nas eleições brasileiras. O ex-deputado contra-atacou argumentando que se reuniões bilaterais fossem ingerência, o mesmo se aplicaria aos diálogos do presidente Lula.

Além disso, alegou que o governo de Joe Biden promoveu pressões diplomáticas nos bastidores do governo anterior, citando visitas de autoridades de alto escalão como o diretor da CIA, William Burns, e o secretário de Defesa, Lloyd Austin.

Ao final, Eduardo questionou a retórica de soberania do atual governo federal, criticando a forma como as negociações sobre minerais críticos e terras raras — área na qual o Brasil possui a segunda maior reserva mundial — vêm sendo conduzidas em relação à China e aos Estados Unidos.

“Quando você leva minerais brasileiros críticos para uma negociação comercial e você defende o interesse chinês e não o brasileiro, isso daí certamente não é soberania. Estou muito feliz, muito contente, e acho que a militância também agora está mais energizada”, concluiu o ex-deputado.

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Flávio, Eduardo, Paulo Figueiredo e Trump: a foto Crédito: Instagram@flaviobolsonaro