Perder pênaltis em copas do mundo — como fez Messi ontem — tem deixado de ser algo incomum. Na Copa da África do Sul, em 2010, o índice de acerto em penalidades máximas no tempo normal de jogo foi de apenas 64% — das 14 cobradas, apenas nove viraram gol. Ou seja, cinco não entraram.
Outras copas
Na última Copa vencida pelo Brasil, a de 2002, no Japão e Coréia do Sul, o aproveitamento dos pênaltis também foi baixo, de 72%. De 18 assinalados pelos árbitros, cinco foram desperdiçados. Em 2022, o índice de acerto foi de 81%; em 2018, de quase 76% (em 29 chutes, a bola foi para as redes em 22).
Outros tempos
A última Copa em que houve aproveitamento total de penalidades máximas foi a de 1994, nos Estados Unidos, também vencida pelo Brasil. Nas seis competições realizadas entre 1950 e 1970, o índice de 100% de acertos só não ocorreu em 1958 (de dez assinalados, dois não foram transformados em gols).
Gigantes
O tamanho dos goleiros ajuda a explicar o fonômeno. Segundo o ChatGPT, desde 1930 a altura média dos jogadores que podem usar as mãos aumentou 11 centímetros. Goleiro da seleção uruguaia, a campeã do torneio pioneiro, Enrique Ballestrero media 1,83 m. Atual campeão do mundo, o argentino Dibu Martínez tem 1,92 m.
Baixinho
Goleiro do time que conquistou o tricampeonato brasileiro no México, Félix dificilmente teria vaga na seleção de hoje: media 1,79 m (Alisson tem 1,93; Ederson, 1,88 m e Weverton, 1,89 m). Outro detalhe importante é o uso de luvas — com o equipamento, os dedos chegam a ganhar dois centímetros.
Hino do samba
Eleito o mais belo da Copa pelo New York Times, o hino brasileiro tem trechos semelhantes a composições de José Maurício, Liszt e Paganini. Mas quase foi copiado por Noel Rosa, em "Com que roupa?". Alertado, ele mudou uma nota do início da canção. O verso inicial encaixa no lugar do "Ouviram do Ipiranga".
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