Correio da Manhã
CORREIO BASTIDORES

Planalto decide investir na popularidade de Lula

Planalto decide investir na popularidade de Lula
Líder das pesquisas, presidente quer mais aprovação Crédito: Tânia Rêgo / Agência Brasil

O aumento da avaliação positiva do governo Lula (PT) passou a ser o grande objetivo do Planalto depois de o Datafolha apresentar uma manutenção da vantagem de quatro pontos em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL).

A mesma pesquisa revelou também um aumento da aprovação do trabalho do presidente, que passou de de 45% em 13 de maio para 48% em 16 de junho. A reprovação oscilou para baixo, de 51% para 49%.

A avaliação do governo continuou negativa — 38% de ruim ou péssimo contra 32% de bom ou ótimo —, mas os percentuais são melhores que no mês anterior, 39% a 30%. A diferença caiu de nove para seis pontos.

 

Prefeitos na mira

Uma das estratégicas será buscar uma maior aproximação com prefeitos que, como demonstrado na marcha ocorrida há um mês, em Brasília, tendem, majoritariamente, a apoiar Flávio Bolsonaro.

Para um petista com muito acesso ao Planalto, essa posição de prefeitos está relacionada, principalmente, com o viés conservador de eleitores do interior (principalmente no Sul, Sudeste e Centro-Oeste).

Disputa no interior

Disputa no interior
Douglas Ruas discursa em evento com prefeitos Crédito: Divulgação

O desafio, segundo o petista, será reforçar, junto a essas lideranças municipais, o papel do governo federal nos últimos anos, na entrega de UBSs (Unidades Básicas de Saúde), ônibus escolares, equipamentos pesados e unidades do Minha Casa, Minha Vida.

A guerra pelos prefeitos foi declarada no Estado do Rio por pré-candidatos a governador: ontem, Douglas Ruas (PL), reuniu-se com cerca de 40 deles. No fim de semana, Eduardo Paes (PSD) esteve com 40 no sítio de André Ceciliano (PT), que tentará voltar à Assembleia Legislativa.

Silêncio baiano

Apesar da provável saída de Jaques Wagner (PT-BA) da liderança do governo no Senado, não há, pelo menos até agora, qualquer mobilização para tentar demovê-lo da intenção de disputar a reeleição. Petistas baianos avaliam que, apesar das suspeitas relacionadas ao Master, Wagner deverá ser mantido na chapa. Até porque, na Bahia, a oposição também evita falar no Master.

Fora da meta

Perder pênaltis em copas do mundo — como fez Messi ontem — tem deixado de ser algo incomum. Na Copa da África do Sul, em 2010, o índice de acerto em penalidades máximas no tempo normal de jogo foi de apenas 64% — das 14 cobradas, apenas nove viraram gol. Ou seja, cinco não entraram.

Outras copas

Na última Copa vencida pelo Brasil, a de 2002, no Japão e Coréia do Sul, o aproveitamento dos pênaltis também foi baixo, de 72%. De 18 assinalados pelos árbitros, cinco foram desperdiçados. Em 2022, o índice de acerto foi de 81%; em 2018, de quase 76% (em 29 chutes, a bola foi para as redes em 22).

Outros tempos

A última Copa em que houve aproveitamento total de penalidades máximas foi a de 1994, nos Estados Unidos, também vencida pelo Brasil. Nas seis competições realizadas entre 1950 e 1970, o índice de 100% de acertos só não ocorreu em 1958 (de dez assinalados, dois não foram transformados em gols).

Gigantes

O tamanho dos goleiros ajuda a explicar o fonômeno. Segundo o ChatGPT, desde 1930 a altura média dos jogadores que podem usar as mãos aumentou 11 centímetros. Goleiro da seleção uruguaia, a campeã do torneio pioneiro, Enrique Ballestrero media 1,83 m. Atual campeão do mundo, o argentino Dibu Martínez tem 1,92 m.

Baixinho

Goleiro do time que conquistou o tricampeonato brasileiro no México, Félix dificilmente teria vaga na seleção de hoje: media 1,79 m (Alisson tem 1,93; Ederson, 1,88 m e Weverton, 1,89 m). Outro detalhe importante é o uso de luvas — com o equipamento, os dedos chegam a ganhar dois centímetros.

Hino do samba

Eleito o mais belo da Copa pelo New York Times, o hino brasileiro tem trechos semelhantes a composições de José Maurício, Liszt e Paganini. Mas quase foi copiado por Noel Rosa, em "Com que roupa?". Alertado, ele mudou uma nota do início da canção. O verso inicial encaixa no lugar do "Ouviram do Ipiranga".