Por: Da Redação

Munir lança 'Pequeno Manual Anti-Idadista'

O Pequeno Manual Anti-Idadista, iniciativa do Coletivo Velhices Cidadãs que reúne 43 autores de diferentes regiões do país, foi lançado nesta quarta-feira (15), na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). O evento, promovido pela Comissão de Assuntos da Pessoa Idosa, presidida pelo deputado estadual Munir Neto (SDD), reuniu especialistas, autoridades e representantes da sociedade civil para discutir estratégias de enfrentamento ao preconceito contra a população idosa.

Durante a programação, os participantes acompanharam uma aula magna do médico especialista em envelhecimento Alexandre Kalache, que foi homenageado com uma Moção de Aplausos do deputado Munir Neto. - Hoje vimos o auditório da Escola do Legislativo lotado, em um dia histórico para o Rio de Janeiro. Quero agradecer ao doutor Alexandre Kalache por essa experiência inesquecível e tão importante para o nosso estado - afirmou o parlamentar.

Segundo Munir, é importante lembrar que as crianças e os adolescentes de hoje serão os idosos de amanhã. "Por isso, é fundamental que esse tema esteja presente desde cedo na formação. A partir dessa reflexão, vamos trabalhar para levar essa pauta ao currículo das escolas estaduais do Rio de Janeiro. Ainda este ano, pretendo apresentar um projeto de lei para incluir a conscientização sobre o envelhecimento e o respeito à pessoa idosa na educação básica", ressaltou.

Kalache explicou que o conteúdo do livro é simples. "Todos os 'ismos' têm em comum uma ideologia de discriminação, seja contra alguém por ser negro, mulher, gordo, ter uma deficiência ou ser idoso. Este é um pequeno manual com dicas para que cada pessoa, por meio da introspecção e da autoeducação, perceba seus próprios preconceitos", afirmou.

De acordo com o médico, o Brasil tem atualmente cerca de 33 milhões de pessoas idosas, e esse número deve dobrar até 2050. "Isso tem um significado profundo. Estamos vivendo uma verdadeira revolução da longevidade. Uma revolução transforma a sociedade de forma irreversível, e é exatamente isso que está acontecendo. Não podemos transformar a maior conquista social dos últimos 100 anos, que é viver mais, em um problema ou uma catástrofe. Envelhecer é uma conquista. Envelhecer é algo bom", declarou.

A gerente de cuidados da Fundação Leão XIII, Christine Abdala, afirmou que o envelhecimento já é uma realidade. "Precisamos refletir sobre como queremos envelhecer. Queremos envelhecer bem, com dignidade, saúde, paz, parceria, família e justiça", disse.