O Programa Produtores de Água e Floresta segue ampliando sua presença no território. Hoje, são 121 propriedades com contratos assinados, distribuídas em cinco municípios da região da Bacia Hidrográfica II. Um número que não representa apenas adesão ao programa, mas representa confiança no processo e vontade de fazer parte de uma rede que cuida da água, do solo, das nossas florestas e da produção rural.
Dos 127 proprietários habilitados inicialmente, 121 formalizaram sua participação no programa. Entre eles, 55 propriedades integram o PSA Apoio Financeiro, que é voltado para conversão produtiva, fortalecendo iniciativas que incentivam práticas produtivas mais alinhadas à conservação dos recursos naturais.
A presença do PAF se distribui assim pelo território:
• Engenheiro Paulo
de Frontin:
42 contratos, sendo 20 com Conversão Produtiva;
• Mendes:
28 contratos, sendo 17 com Conversão Produtiva;
• Rio Claro:
37 contratos, sendo 12 com Conversão Produtiva;
• Miguel Pereira:
13 contratos, sendo 6 com
Conversão Produtiva;
• Vassouras:
1 contrato, contemplando conservação e restauração.
Cada número carrega uma história diferente. São propriedades que já vinham buscando diversificar a produção, produtores que queriam proteger nascentes mas não sabiam por onde começar, famílias que enxergam no programa um apoio real para transformar intenção em prática.
Para Zélia Souza, Subsecretária de Agricultura e Meio Ambiente do município de Mendes, o PAF é exemplo!
"Esse é um momento de muita alegria, estamos vendo o produtor rural ser reconhecido como um guardião da água e da floresta. Esse novo ciclo do PAF trouxe uma união muito grande entre os produtores, não só de Mendes, mas também de Eng. Paulo de Frontin. Um programa como esse tem que ser replicado em muitas outras localidades!" disse.
As ações de Conversão Produtiva, presentes em diferentes municípios, mostram que o interesse por sistemas mais equilibrados, mantendo a produtividade, não é algo isolado. Ele se espalha pelo território e ganha força quando existe acompanhamento técnico, planejamento e uma rede estruturada.
Para a representante do Comitê Guandu, Pró-Reitora e Coordenadora na Universidade de Vassouras, Cristiane Siqueira, a continuação das ações realizadas pelo programa é essencial.
"Esse novo ciclo do PAF representa, para o Comitê Guandu, a continuação e a multiplicação de projetos ambientais que trazem benefícios significativos e positivos para a Região Hidrográfica II. [...] Estamos felizes de ver um projeto que tem mais de 15 anos de execução de ter a sua continuidade, que é o mais importante.", disse.
Da mesma forma, para o gestor do PAF, Gabriel dos Santos Aguiar, que é biólogo, mestre em Ciências Ambientais e Florestais, é possível perceber que o maior desejo dos proprietários participantes do programa está em cuidar do futuro.
"Por meio dos encontros e eventos realizados com os proprietários participantes do programa, percebemos que os proprietários desejam mais do que apenas receber o benefício e o apoio, eles desejam criar laços com outros participantes que compartilham ideias e experiências com o cuidado com a terra, gerando uma rede de aprendizado coletivo. Portanto, mais do que um dado estatístico, esses 121 contratos representam uma construção coletiva em andamento. O PAF cresce município a município, propriedade a propriedade, fortalecendo um modelo que integra produção rural, cuidado ambiental e segurança hídrica de forma concreta e contínua", disse.
O programa é uma iniciativa do Comitê Guandu, realizada pela AGEVAP, com recursos da cobrança pelo uso da água na RH II. O PAF atua na Região Hidrográfica II, nas cidades de Vassouras, Miguel Pereira, Mendes, Eng. Paulo de Frontin e Rio Claro.