O vereador Reginaldo Eng. Passos (Podemos), apresentou na Câmara Municipal de Resende a Indicação nº 3203/2025, que solicita ao Executivo a realização de um estudo de viabilidade para a implantação de um Centro INB no Distrito de Engenheiro Passos. A proposta prevê uma parceria entre o município e a Indústrias Nucleares do Brasil (INB), inspirada no modelo já consolidado em Caetité, na Bahia.
De acordo com o parlamentar, a iniciativa tem como objetivo fortalecer o desenvolvimento educacional, científico e socioeconômico da região. "A presença da INB em nosso território é um ativo estratégico. Um Centro INB em Engenheiro Passos amplia o acesso da população ao conhecimento, aproxima a empresa da comunidade e contribui para a formação educacional e profissional", destacou Reginaldo.
O espaço proposto deverá contar com exposições sobre o ciclo do combustível nuclear, a matriz energética brasileira, a história local e atividades interativas voltadas à ciência e tecnologia, funcionando também como apoio pedagógico para escolas das redes pública e privada, além de abrir espaço para parcerias com universidades, institutos de pesquisa, escolas técnicas e entidades culturais.
Segundo o vereador Reginaldo Eng. Passos, além do caráter educativo, o projeto possui potencial turístico e econômico. "Estamos falando de um equipamento que pode se tornar um polo de visitação, gerar oportunidades, incentivar o comércio local e promover o desenvolvimento sustentável de Resende", afirmou.
Fundada em 1988, a Indústrias Nucleares do Brasil - S.A (INB) incorporou as empresas que faziam parte da Nuclebrás, criada para cumprir o Acordo Nuclear Brasil - Alemanha. Com o objetivo de concentrar todo o ciclo de produção do combustível nuclear - desde a mineração até a montagem e entrega do elemento combustível -, a INB foi idealizada para impulsionar a produção da energia nuclear no país.
Energia nuclear
Um dos marcos na produção de energia nuclear no Brasil foi o desenvolvimento da tecnologia de ultracentrifugação no final da década de 1970. O projeto foi realizado pelo Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo em parceria com o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares. Desde então, o país faz parte do seleto grupo de 13 países que dominam a tecnologia de enriquecimento de urânio. Em 1982, ocorre a primeira experiência de enriquecimento de urânio.