A Casa Brasil, apresentada pelo Ministério da Cultura e pela Petrobras, inaugura duas novas exposições que pretendem exaltar a diversidade no cenário cultural do estado do Rio de Janeiro. Com entrada gratuita, entram em cartaz a coletiva "Casa Fluminense" e a individual "Cada Cabeça é um Mundo", da artista Melissa Oliveira.
As mostras reúnem 97 obras de 60 artistas de diferentes regiões do estado - inclusive, do Médio Paraíba e da Costa Verde -, dando continuidade à programação do espaço, que já recebeu mais de 80 mil visitantes em quatro meses com exposições anteriores.
Potência artística
A exposição coletiva "Casa Fluminense" apresenta múltiplos olhares sobre o estado do Rio, abordando temas como identidade, diversidade, turismo e tradições. Com curadoria de Aliã Guajajara Waimiri, Cadu, Jocelino Pessoa, Marcelo Campos e Tania Queiroz, a mostra reúne artistas de cidades diversas do estado. Representando o Médio Paraíba, estará Volta Redonda, enquanto Paraty representa a Costa Verde. Também serão contemplados artistas da capital do estado, além de cidades como Niterói, Campos dos Goytacazes, Maricá e Teresópolis.
"Celebramos este novo momento da Casa Brasil com uma grande ocupação da cultura do nosso estado, que é tão rica e potente. O apoio da Petrobras tem sido fundamental para abrir as portas para a arte fluminense, reforçando a valorização do nosso fazer cultural, nossa identidade e representa que o Rio de Janeiro ganha mais uma casa para a cultura fluminense", destaca Danielle Barros, Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro.
Já "Cada Cabeça é um Mundo", de Melissa Oliveira, o público tem acesso a uma série fotográfica sobre o cotidiano das barbearias em comunidades cariocas. Natural do Morro do Dendê, na Ilha do Governador, a artista retrata profissionais que movimentam a economia criativa em territórios como Jacaré, Manguinhos e Chatuba.
Além das exposições, a programação inclui a ação "Conversas de Casa", encontro que reúne participantes de cursos livres realizados em parceria com a Escola sem Sítio, promovendo troca de experiências e processos criativos.
Artistas regionais
em exposição
O artista do Médio Paraíba que fará parte da "Casa Fluminense" é Ruan D'Ornellas, nascido em Volta Redonda. Sua pesquisa artística que explora a apropriação de símbolos e signos presentes no imaginário cultural brasileiro. Sua prática abrange a investigação da arte identitária, explorando questões de identidade nacional e pessoal que se entrelaçam com a produção artística. O estilo de Ruan envolve diversas formas de expressão de artes plásticas, como pintura, desenho e escultura.
Temas comumente explorados nas obras do artista são aqueles que têm relação com o folclore brasileiro: lendas, mitos e tradições que moldam o repertório coletivo da cultura do país, trazendo à tona elementos esquecidos ou marginalizados na contemporaneidade.
Além disso, o pensar artístico de D'Ornellas incorpora reflexões filosóficas, buscando compreender o papel da arte na sociedade e na construção do pensamento crítico.
Casa Brasil: a proposta artística e o propósito de exaltação regional e nacional
Ambas as exposições anunciadas ficam em cartaz até 8 de julho, com visitação de terça a domingo, das 10h às 17h. Para os moradores da região Sul Fluminense que são apaixonados por artes plásticas e buscam opções diferenciadas de lazer para o próximo feriadão (Tiradentes e São Jorge), a visita à Casa Brasil é uma boa pedida.
A Casa Brasil está localizada no Corredor Cultural do Centro do Rio, e vem se consolidando como um dos principais espaços de difusão da produção artística contemporânea no estado. Vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, a Casa Brasil passou por um processo de reestruturação que inclui nova identidade e ampliação da programação: a principal vertente dessa repaginação foi a mudança de nome, que passou de "Casa França" para "Casa Brasil".
— É fato que "Casa França" possui aderência distante do que é a vocação e prática no espaço, uma vez que, na contramão das expectativas, a programação da Casa promove a cultura brasileira e fluminense. Assim, "Casa Brasil" ajusta a expressão pública do centro cultural e reflete um posicionamento adequado do equipamento — explica a equipe.
O conjunto de mudanças traz consigo a criação de novos programas que impulsionam artistas e movimentam a cadeia de produção das artes visuais no Brasil, ancorados na diversidade, sustentabilidade e economia criativa.
O projeto de reposicionamento reúne um grupo representativo de profissionais que pensam as artes visuais e seus diálogos com outras linguagens em nosso país, com o objetivo de construir alicerces desta nova Casa. A partir de agora, toda a programação passa a refletir a diversidade brasileira, com especial atenção para as nuances culturais do Estado do Rio de Janeiro.
Além de exposições, a Casa passa a manter um programa de residência artística e de educação com cursos voltados para a formação de artistas, curadores e mediadores culturais com o objetivo de contribuir com o desenvolvimento de profissionais alinhados com as diretrizes ora propostas. Por outro lado, será criada a oportunidade de uma vivência virtual dessas ações, que terão uma grande interface no ambiente digital.
— "Casa Fluminense" e "Cada Cabeça" é um Mundo dão continuidade ao momento de consolidação e expansão da nova fase da Casa Brasil, após a potência das primeiras exposições, que levaram mais de 80 mil visitantes ao nosso equipamento cultural. Com o patrocínio oficial da Petrobras, a Casa Brasil articula diferentes linguagens, públicos e perspectivas em torno de uma proposta conceitual consistente. Somos a casa da arte brasileira e também fluminense —conclui Tania Queiroz, diretora da Casa Brasil.