Por: Por Agatha Amorim

Reservatórios: Nível de água acende alerta na região

Os baixos níveis dos reservatórios da bacia do Rio Paraíba do Sul têm acendido alertas e intensificado o monitoramento da situação hídrica no Sul Fluminense. Na região, a principal preocupação recai sobre a Represa do Funil, considerada estratégica para a regulação do rio e para o abastecimento de municípios fluminenses, além de influenciar diretamente a vazão do Paraíba do Sul no trecho regional.

Dados do Boletim Diário de Monitoramento da Bacia do Rio Paraíba do Sul, divulgado em 12 de janeiro, indicam que a Represa do Funil operava com 23,27% do volume útil, o menor percentual entre os principais reservatórios da bacia. O índice é considerado baixo para o período do ano, tradicionalmente marcado por maior volume de chuvas.

No mesmo levantamento, o Reservatório Equivalente da bacia, que reúne os volumes das principais represas do sistema, estava com 33,17% do volume útil. Reservatórios como Paraibuna, Santa Branca e Jaguari também operavam com cerca de um terço de sua capacidade, evidenciando um quadro geral de níveis reduzidos na bacia do Paraíba do Sul.

Apesar dos números, a Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia do Rio Paraíba do Sul (AGEVAP) informa que, neste momento, os reservatórios operam dentro dos limites previstos para o período, conforme as regras vigentes de operação do Sistema Hidráulico do Paraíba do Sul. Segundo a entidade, o cenário é acompanhado de forma contínua e preventiva por grupos técnicos que reúnem comitês, órgãos gestores e operadores do sistema.

"No momento, os reservatórios operam dentro dos limites previstos para o período, conforme as regras vigentes de operação", informou a AGEVAP, destacando que o acompanhamento permanente permite avaliar cenários e antecipar eventuais ajustes.

Entre os fatores que explicam a redução dos níveis dos reservatórios estão a irregularidade das chuvas, períodos de precipitação abaixo da média e ondas de calor, que elevam o consumo de água. A entidade também cita os efeitos das mudanças climáticas e desafios relacionados à gestão.

Embora não haja, até o momento, o reconhecimento oficial de uma crise hídrica instalada, o cenário é tratado como de atenção e acompanhamento constante, especialmente no Sul Fluminense, onde o Rio Paraíba do Sul é a principal fonte de abastecimento.

A AGEVAP reforça que o uso consciente da água e a participação da sociedade são fundamentais para garantir a segurança hídrica da região.