A Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) comemorou 215 anos de criação com uma formatura solene realizada na manhã de sexta-feira, 24, no Pátio Duque de Caxias, em Resende. A cerimônia reuniu autoridades militares e civis e reforçou o papel da instituição na formação de oficiais do Exército Brasileiro.
Durante a solenidade, o cadete Gasparotto, do curso de Infantaria, fez a leitura de um texto alusivo à data, destacando a trajetória da Academia desde suas primeiras instalações até a consolidação como centro de formação de oficiais combatentes. Ele ressaltou a combinação entre tradição e atualização constante no ensino, com foco na disciplina, nos valores e na preparação integral dos cadetes.
A programação incluiu ainda homenagens a mais de 120 militares e civis que contribuíram com a formação na instituição. Os militares receberam a Medalha Marechal José Pessoa, enquanto os civis foram agraciados com o diploma de Amigo da AMAN, reconhecimento concedido àqueles que colaboram com as atividades da Academia.
Em discurso, o comandante da AMAN, o general de brigada Igor Lessa Pasinato, destacou a responsabilidade na formação de oficiais de carreira e citou como referências o Marechal José Pessoa e o Duque de Caxias, patrono do Exército.
Já o diretor de Educação Superior Militar, o general de divisão Fernando Bartolomeu Fernandes, enfatizou que o legado da instituição é construído diariamente pelo trabalho de militares e servidores civis.
A cerimônia contou ainda com o canto da Canção da AMAN e o desfile da tropa em continência às autoridades, com apresentação marcada pela precisão dos movimentos e pelo alinhamento característico das formações militares.
Formatura marca ingresso de recrutas
No sábado, 25, o Batalhão Agulhas Negras (BAN), maior batalhão em efetivo da Academia, realizou a formatura de entrega da boina a 660 recrutas, também no Pátio Duque de Caxias. A cerimônia contou com a presença do comandante da AMAN, Igor Lessa Pasinato, além de autoridades militares, civis e familiares.
Após concluírem o período de formação inicial, os soldados receberam a boina das mãos de parentes, em um gesto simbólico que marca o ingresso nas fileiras do Exército Brasileiro. Segundo a academia, a entrega representa o reconhecimento pelo desempenho durante a instrução.
Com a conclusão dessa etapa, os novos militares passam a atuar em funções administrativas e logísticas no Batalhão Agulhas Negras e no Hospital Militar de Resende.