Por: Da Redação

Educação sobre autismo nas escolas

Em alusão ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado no dia 2 de abril, a Escola Municipal Bairro Cajueiros promoveu uma ação especial nesta quarta-feira (1°), voltada à conscientização, ao respeito e à valorização da diversidade. A iniciativa integra a campanha da Secretaria Municipal de Educação, que tem como objetivo ampliar o conhecimento sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), combater o preconceito e fortalecer práticas inclusivas no ambiente escolar e na sociedade.

O ambiente escolar teve suas paredes cobertas com trabalhos produzidos pelos próprios alunos, repletos de cores, formas e mensagens de inclusão, reforçando a representatividade e o olhar sensível sobre as diferenças.

Vestidos com uniformes azuis - cor mundial da causa -, alunos da 5ª série do ensino fundamental participaram de uma apresentação musical, levando uma mensagem de empatia e inclusão por meio da arte.

A atividade teve como destaque a canção "Ser diferente é normal", composição de Adilson Xavier e Vinicius Castro, conhecida por reforçar que a individualidade faz parte da essência humana. Antes da apresentação, a escola também desenvolveu atividades pedagógicas ao longo de duas semanas. Para a diretora adjunta Jacqueline Rebelo, o trabalho vai além de uma data comemorativa.

— Trabalhar a inclusão de forma séria e efetiva é um desafio diário. Essas semanas de atividades têm o objetivo de ampliar o conhecimento sobre o TEA e outras deficiências e, principalmente, combater o preconceito. A inclusão precisa acontecer de verdade na escola e em toda a sociedade.

Complementando a proposta pedagógica da unidade, o Atendimento Educacional Complementar (SAEC) atua no fortalecimento da inclusão, oferecendo suporte individualizado e contribuindo para o desenvolvimento dos alunos com necessidades específicas.

A professora do SAEC, Thayane Leite, que é mãe de um aluno com transtorno do espectro autista, destaca a importância desse olhar no dia a dia escolar.

— Como mãe e pessoa dentro do espectro, descobri o autismo a partir do diagnóstico do meu filho, o que tornou a inclusão ainda mais significativa para mim. Sabemos que ela é fundamental, mas também exige sensibilidade para entender o como e o quando incluir, respeitando limites, tanto dos alunos quanto do próprio sistema. Na escola, contamos com uma equipe engajada, que trabalha com empatia e um olhar atento à individualidade de cada criança. Esse cuidado faz toda a diferença - concluiu Thayane.