O Centro de Doenças Infecciosas da Secretaria de Saúde de Volta Redonda promoveu I Seminário Municipal de Hanseníase em alusão ao Janeiro Roxo, mês de conscientização sobre a doença. Cerca de 200 profissionais da Atenção Primaria à Saúde, das Clínicas Odontológicas, do Serviço de Atenção Domiciliar (SAD), do Consultório na Rua (CnaR), do Centro Municipal de Reabilitação Física (Cemurf) e da Cadeia Pública Franz de Castro Holzwarth participaram do evento que aconteceu no campus Aterrado da UFF (Universidade Federal Fluminense).
O tema abordado no seminário foi "Pensando em Hanseníase", inspirado no tema proposto pelo Ministério da Saúde para o Janeiro Roxo 2026, que é "Janeiro a Janeiro: Vencer a Hanseníase é cuidar do Brasil o ano inteiro".
O médico Ian Lacerda, que atua na Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF) do bairro Padre Josimo, ressaltou a importância da campanha e do seminário, principalmente para profissionais que atuam em contato direto com a população.
— Por mais que a hanseníase seja uma doença bastante conhecida, a prevalência e a incidência, a gente entende que existe um subdiagnóstico. E esse tipo de evento é uma oportunidade de atentarmos melhor a pequenos detalhes, questões da própria consulta, nos alertar que a hanseníase ainda está presente e precisamos intensificar o diagnóstico — afirmou o médico.
Palestras
A iniciativa contou com cinco profissionais convidados para debater o assunto. A primeira palestra foi sobre "O que é a Hanseníase! Transmissão, Suspensão Clinica e Classificação", com a médica dermatologista Camila Cabral de Azevedo Ferreira; na segunda abordagem, a enfermeira Lia Raquel Araújo deu o panorama local dos casos da doença, falou sobre os desafios na notificação, as estratégias de controle e da vigilância ativa. O tema foi "Vigilância epidemiológica da hanseníase e Indicadores Epidemiológicos da Hanseníase no Município de Volta Redonda e desafios da Hanseníase para os municípios do Estado do Rio de Janeiro".
A terceira palestra foi sobre "Manifestações clínicas e tratamento da hanseníase, Sinais e Sintomas, Diagnóstico e Tratamento", com a bacharel em Enfermagem Cristiane Domingues. Já a fisioterapeuta Lilian Pinheiro falou sobre "Prevenção de Incapacidades Físicas, ANS (Avaliação Neurológica Simplificada) e sequelas da Hanseníase".
A última participação foi do palestrante Jorge Ewerton dos Santos Sales, farmacêutico bioquímico. O tema abordado foi "Características do Mycobacterium leprae e baciloscopia".