Carne podre, resíduos de comida, sacolas plásticas, papelões e um risco eminente. É assim que os moradores do bairro Vila Mury, em Volta Redonda, definiram o cenário de lixo a céu aberto na Avenida Presbiteriana. Isso porque um novo supermercado recém-inaugurado, localizado na principal avenida do bairro Retiro, tem feito a rua praticamente de um depósito particular de lixo há pelo menos duas semanas.
Segundo os moradores, o ponto de carga e descarga fica na parte de trás do estabelecimento, que fica justamente na Av. Presbiteriana. A própria vizinhança afirmou que tentaram contatar o supermercado para que fosse feita a retirada, mas, afirmaram que estão aguardando a remoção por meio do serviço de coleta municipal.
- Até carne podre estão deixando na calçada, colocaram no omingo (28) de manhã e está lá até agora. É um absurdo. Está cheio de barata, mosca e outros insetos. É apenas uma questão de tempo até dar ratos - afirmou uma moradora que, ressaltou ainda, que o contato com a prefeitura é frequente:
- Já acionamos a prefeitura inúmeras vezes desde a inauguração, já fomos conversar com eles, a Guarda [Municipal] já veio e acionei a vigilância sanitária. Mas nada adianta, eles limpam e no outro dia sujam tudo de novo - concluiu a moradora.
O Correio Sul Fluminense entrou em contato com a prefeitura de Volta Redonda e os demais órgãos municipais responsáveis para entender se há conhecimento do caso e como será conduzido junto ao estabelecimento.
O titular da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA), Jorginho Fuede, entrou em contato com a Redação e confirmou que nesta terça-feira (30) faria o envio de um agente de vigilância para verificar o caso de perto e notificar o proprietário oficialmente.
Multa em caso de descarte irregular
Vale lembrar que, conforme a Lei Municipal nº 4.438.08, o lixo de estabelecimentos comerciais devem ser colocados próximo ao horário de passagem do veículo coletor, isento de líquidos ou oleosos sob responsabilidade exclusiva do proprietário.
A multa, aliás, é aplicada conforme o porte da atividade, podendo chegar até R$9.711,00 reais em caso de disposição inadequada de resíduos, detritos ou lixo.