Por Leandra Lima
A Câmara Municipal de Nova Friburgo aprovou o pedido de requerimento da vereadora Maiara Felício (PT) para que a Prefeitura esclareça a ausência de medicamentos no Hospital Raul Sertã e nos postos de saúde. Segundo a parlamentar, o estoque sofre com inconsistências desde o final do ano de 2025 até o primeiro trimestre de 2026.
A constatação da falta dos insumos veio após uma fiscalização realizada nas unidades pela vereadora, que revelou que muitas famílias sofrem com a situação, pois muitos dependem dos medicamentos do sistema público de saúde. "O prefeito Johnny Maycon terá que responder ao nosso requerimento de informação, aprovado pela Câmara, com as perguntas que todo friburguense se faz, como, por exemplo: o que, de fato, a Prefeitura está fazendo pela saúde do município?", disse.
Diante dos relatos, Maiara questionou quais foram as últimas entregas de medicação no Hospital Municipal Raul Sertã, Hospital Maternidade, nas UBS e nas Estratégias de Saúde da Família, o motivo da escassez, o critério para compra, a empresa responsável pela entrega, entre outros pontos ligados ao abastecimento.
Problema recorrente
A gestão do sistema público de saúde em Nova Friburgo é alvo de críticas e investigações por conta da precariedade, conforme aponta a vereadora. Em 2024, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) realizou uma fiscalização no Hospital Raul Sertã que culminou em uma determinação da Justiça para esclarecimento de irregularidades e carências encontradas.
Durante a vistoria, a equipe do MPRJ constatou diversas irregularidades na unidade, incluindo a falta de medicamentos, que, conforme o relato da vereadora, voltou a ser um problema.
Outras inconsistências encontradas foram a falta de liberação das instalações pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) e brigada contra incêndios; nas alas hospitalares, foram encontradas infiltrações nas paredes, mobiliário precário, falta de água potável, climatizadores, locais para acomodar os pacientes na espera de atendimento e falta de espaçamento entre os leitos e acomodações para acompanhantes.
Diante da repetição, Maiara Felício também questionou se a Prefeitura vem aplicando algum tipo de sanção aos fornecedores quando não cumprem com as entregas, se há fiscalização e qual o prazo previsto para a resolução do problema.
A reportagem aguarda um posicionamento do Executivo friburguense, que não respondeu até o fechamento desta edição.