Comando Vermelho

Operação contra o Comando Vermelho prende suspeitos de tortura no Rio

Ação da 38ª DP investiga ameaças e agressões contra moradores e motoboys no Quitungo, na Zona Norte; Gardenal é apontado como principal alvo

Operação contra o Comando Vermelho prende suspeitos de tortura no Rio
Delegacia de Brás de Pina está à frente da operação Crédito: Divulgação/Polícia Civil

Agentes da 38ª DP (Brás de Pina) realizaram, nesta segunda-feira (17), uma operação para combater integrantes do Comando Vermelho (CV) suspeitos de envolvimento em episódios de tortura, ameaças e violência contra moradores e trabalhadores do Quitungo, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

Segundo informações divulgadas pelo g1, a ação resultou no cumprimento de um mandado de prisão, em duas prisões em flagrante e na apreensão de um adolescente.

Motoboys eram alvo de ameaças

As investigações conduzidas pela Polícia Civil apontaram que integrantes do grupo criminoso abordavam moradores da região e, principalmente, motoboys, submetendo as vítimas a situações consideradas de alto risco.

De acordo com a apuração policial, os suspeitos interrogavam e ameaçavam pessoas sob a alegação de que elas poderiam ter algum tipo de vínculo com grupos criminosos rivais.

A investigação da 38ª DP permitiu identificar suspeitos e reunir informações utilizadas para fundamentar os pedidos de prisão apresentados à Justiça.

Gardenal é apontado como alvo principal

Entre os principais alvos da operação está Carlos Costa Neves, conhecido como Gardenal, apontado pelas investigações como um dos responsáveis pela chefia do tráfico de drogas do Comando Vermelho no Rio.

A ofensiva busca localizar integrantes envolvidos nas ações de intimidação e violência identificadas durante a investigação.

Core participa da operação

A operação conta com o reforço de equipes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e do Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC).

A presença das unidades especializadas tem como objetivo apoiar os policiais civis no cumprimento das medidas judiciais e na atuação em uma área sob influência do tráfico.

As investigações continuam para esclarecer a participação de outros suspeitos nos episódios de tortura e ameaças registrados no Quitungo.