O Rio de Janeiro deu um passo decisivo no fortalecimento da Economia Solidária como política pública de desenvolvimento inclusivo. Realizado no Píer Mauá, a edição 2026 do ECOSOL CONECTA reuniu mais de 200 participantes, entre colaboradores, instrutores, parceiros institucionais e lideranças territoriais ligados à Secretaria Especial de Economia Solidária (SES-Rio). O evento combinou a prestação de contas dos primeiros meses da pasta, palestras motivacionais e oficinas de capacitação técnica.
O encerramento do encontro foi marcado pela leitura e assinatura da carta de compromisso apresentada pelo secretário especial de Economia Solidária, Thiago Pereira. O documento formaliza as metas operacionais da gestão para consolidar o Rio de Janeiro como a Capital Nacional da Economia Solidária.
"A Economia Solidária será o caminho para construirmos um futuro mais democrático, inclusivo e sustentável", afirmou o secretário, ressaltando o protagonismo econômico, cultural e político do município.
A solenidade contou com a participação de Eduardo Medeiros, representante do Ministério do Trabalho e Emprego, que enfatizou que "a Economia Popular e Solidária nasceu e cresceu a partir dos territórios". Ele reforçou a relevância da Lei 15.068/24 e do Decreto 12.784/25 para o avanço da legislação nacional e a integração municipal ao Sistema Nacional de Economia Solidária, promovendo uma economia centrada na dignidade do trabalho.
Com menos de um ano de criação, a SES-Rio estruturou quatro eixos estratégicos voltados ao desenvolvimento local nas favelas e periferias cariocas: Rio Cidade Criativa, Agentes Solidários, Impacta Rio e Circuito Rio EcoSol.
O projeto Rio Cidade Criativa oferece formação gratuita em empreendedorismo solidário para até 3,6 mil alunos. O programa Agentes Solidários conecta o poder público aos trabalhadores da cultura e artesãos locais.
Em paralelo, a iniciativa Impacta Rio projeta qualificar e gerar renda para 22 mil moradores em áreas de alta vulnerabilidade social.
Por fim, o Circuito Rio EcoSol organiza feiras itinerantes que inserem pequenos produtores locais no mercado formal do município. O encontro reafirmou o papel do trabalho colaborativo como ferramenta de transformação econômica e social para a cidade.
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