Correio da Manhã
Estupro coletivo em Botafogo

Polícia procura foragido por estupro coletivo em Botafogo

Investigado de 24 anos é considerado foragido após operação da Polícia Civil; caso é apurado junto a outro crime semelhante ocorrido em Copacabana

Polícia procura foragido por estupro coletivo em Botafogo
Gabriel de Oliveira Palmieri, de 24 anos, acusado de participação no estupro coletivo de uma jovem em agosto de 2023 Crédito: Reprodução

A Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza buscas para localizar Gabriel de Oliveira Palmieri, de 24 anos, investigado por participação em um estupro coletivo ocorrido em agosto de 2023, no bairro de Botafogo, na zona sul da capital. O suspeito passou a ser considerado foragido da Justiça após não ser localizado durante o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (9).

A operação foi conduzida por agentes da 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana), que estiveram em imóveis ligados ao investigado nos bairros do Catumbi e de Botafogo. Além da ordem de prisão, a Justiça autorizou a apreensão de celulares, computadores e outros equipamentos eletrônicos que poderão auxiliar na produção de provas.

Investigação aponta atuação de três suspeitos

Segundo a Polícia Civil, Gabriel é investigado por atuar ao lado de dois adolescentes que também são apontados como participantes do crime. As investigações indicam ainda que o mesmo grupo teria envolvimento em outro estupro coletivo registrado em janeiro deste ano, em Copacabana.

De acordo com a apuração, a vítima foi atraída até um apartamento localizado na Rua São Clemente, em Botafogo, após ser convidada por um dos adolescentes para um encontro. Ao chegar ao imóvel, ela teria sido coagida a permitir a entrada dos outros dois investigados.

Os investigadores afirmam que a jovem foi submetida à violência sexual por cerca de uma hora e meia e também sofreu agressões físicas durante a ação. A polícia apura ainda a suspeita de que os abusos tenham sido gravados e que as imagens tenham sido divulgadas posteriormente com o objetivo de constranger a vítima.

Outros investigados já respondem pelo caso

Os outros dois investigados já respondem judicialmente pelo estupro coletivo. Um deles, que atualmente atingiu a maioridade, foi preso em março deste ano e exerceu o direito constitucional de permanecer em silêncio durante o interrogatório. O adolescente também optou por não prestar depoimento.

Segundo a Polícia Civil, o menor ainda responde por participação em outro estupro coletivo, desta vez contra uma adolescente de 17 anos, ocorrido em Copacabana. Esse caso resultou na prisão de outros quatro investigados, e a Vara da Infância e da Juventude determinou a internação provisória do adolescente.

O delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP, afirmou que a perícia nos aparelhos eletrônicos apreendidos poderá contribuir para esclarecer a dinâmica dos crimes, identificar possíveis envolvidos e reforçar as provas reunidas durante a investigação.