Por: Por Clara Santa Rosa

PM apreende armamento pesado na Zona Oeste

Polícia apreendeu 16 fuzis e uma metralhadora antiaérea | Foto: Duvulgação/Polícia Militar

A Polícia Militar apreendeu, na manhã desta quarta-feira (06), 16 fuzis e uma metralhadora de alto poder destrutivo, com capacidade para perfurar blindagens e até atingir aeronaves. A apreensão ocorreu durante uma operação contra uma facção criminosa que atua nas comunidades da Coreia, Rebu, Cavalo de Aço e Vila Aliança, localizadas nas regiões de Bangu e Senador Camará, na Zona Oeste do Rio.

Segundo a corporação, as armas foram localizadas em uma estrutura subterrânea cuidadosamente preparada para dificultar a ação policial. O espaço funcionava como uma espécie de bunker, com acesso restrito e adaptado para armazenar armamentos pesados de forma estratégica, o que indica o nível de organização do grupo criminoso. A descoberta foi considerada um dos principais resultados da operação, já que esse tipo de armamento representa alto risco tanto para as forças de segurança quanto para a população civil.

Dois suspeitos foram presos em flagrante durante a ação. De acordo com a Polícia Militar, eles seriam responsáveis pela guarda do material bélico. As equipes também apreenderam grande quantidade de drogas em forma de tabletes, cuja pesagem total ainda estava sendo contabilizada até o fechamento desta reportagem. O material foi encaminhado para perícia, e os detidos foram levados para a delegacia, onde permanecem à disposição da Justiça.

A operação foi coordenada pelo 14º BPM (Bangu) e contou com o apoio de unidades subordinadas ao Comando de Operações Especiais (COE), além de agentes da 34ª DP (Bangu), responsáveis pelas investigações relacionadas aos grupos criminosos que atuam na região. A ação faz parte de uma série de investidas das forças de segurança para desarticular quadrilhas envolvidas com tráfico de drogas e comércio ilegal de armas na Zona Oeste.

Ainda segundo a PM, o objetivo principal da operação é reduzir a capacidade bélica das organizações criminosas e enfraquecer a atuação dessas facções em áreas dominadas pelo tráfico. O policiamento foi reforçado na região após a ação, e a corporação informou que novas operações devem ocorrer nos próximos dias, com base em informações de inteligência.

Moradores relataram intensa movimentação de viaturas e agentes ao longo da manhã, mas não houve registro de confronto armado durante a operação. A Polícia Militar destacou que ações como essa são fundamentais para impedir o avanço do crime organizado e aumentar a sensação de segurança nas comunidades afetadas.

 

Acidente na ZN

Um helicóptero do Corpo de Bombeiros precisou fazer um pouso de emergência nesta quarta (06) para resgatar uma vítima de um acidente na Linha Amarela, na altura de Inhaúma, Zona Norte. De acordo com a Polícia Militar, a vítima é um policial que acabou sendo projetado para embaixo de um caminhão.

Congresso Carioca

A Secretaria Municipal de Integridade e Transparência está com 370 vagas abertas para a participação no II Congresso Carioca de Integridade Pública: Inovação, Ética e Transparência no Uso de Novas Tecnologias, que acontece no próximo dia 25/05. As inscrições podem ser feitas no site oficial do evento.

Cuidados caninos

Guardas municipais do Grupamento de Operações com Cães (GOC) da GM-Rio ministraram, entre os dias 28 e 30 de abril, o curso de Atendimento Pré-Hospitalar para militares do Grupamento de Fuzileiros Navais da Companhia de Cães de Guerra. A capacitação foi realizada na Penha, Zona Norte do Rio.

Estado do ferido

O policial resgatado de helicóptero passou por cirurgia e teve as duas pernas amputadas, segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Duque de Caxias. De acordo com a Polícia Militar, Vinício Ferreira Alves, de 38 anos, pilotava uma moto quando colidiu com um carro. Com o impacto, ele foi arremessado para debaixo de um caminhão.

Praia do Pepê

A Polícia Federal iniciou, na manhã desta quarta (06), a Operação Orla Livre, que busca combater crimes ambientais na faixa de areia da Praia do Pepê, na Barra da Tijuca. De acordo com a PF, a investigação apura a ocupação irregular de área pública. A região integra uma Área de Proteção Ambiental (APA).

Danos ambientais

As investigações indicam que a construção de uma organização esportiva e recreativa teria causado danos ambientais na Praia do Pepê. Entre as irregularidades estão a supressão de vegetação nativa de restinga, introdução de espécies exóticas, impacto negativo à fauna local e ausência de licença ambiental.