Colombiana leva Copacabana para cantar, dançar e relembrar seus mais de 30 anos de carreira
Se coincidências reinassem, não poderia ter uma data melhor para Shakira fazer essa apresentação em Copacabana. Lobo adora uivar em lua cheia, e a Loba fez o Rio estremecer com seu canto, com uma esfera prateada no céu. De hits à musicas atuais, a colombiana fez um setlist que passou por toda a sua carreira em mais de duas horas de show, fazendo 2 milhões de pessoas dançarem nas areias mais bonitas do mundo.
Mesmo com um atraso de mais de uma hora para subir ao palco, para se recompor depois de receber a notícia de que seu pai, de 94 anos, passou mal, abrir com “La Fuerte” e “Girl Like Me”, foi para aquecer logo o coração dos fãs. Na sequência “Las de La Intiución” e “Estoy Aqui” foi para esquentar ainda mais.
“Empire” mostrou o lado rock da carreira dela e “Inevitable”, as batidas mais calmas, mesmo com um arranjo forte no refrão.
Em “Te Felicito”, fez encenação com bonecos, para depois emendar com “TQG”, “Don’t Brother” e “Acróstico”, que teve imagens dos filhos Milan e Sasha cantando trechos da letra.
“Copa Vacia”, “La Bicicleta” e “La Tortura” mostraram a latinidade da colombiana e serviram de aquecimento para os hits “Hips Don’t Lie”; “Chantaje” e “Loca”.
“Soltera” foi dedicada para as mais de 20 milhões de mães solteiras no Brasil, e Shakira lembrou de si, que cuida sozinha dos dois filhos que teve com o ex-jogador de futebol Gerard Piqué. Depois, Anitta subiu ao palco para cantarem juntas “Choka Choka”, música que gravou no oitavo álbum da fanqueira, “Equilibrium”.
Na sequência, quatro sucessos numa tacada só: “Can”t Remember to Forget You”, “Ojos Asi”, “Pies Descalzos, Sueños Blancos” e “Antologia”.
Que Sharika fala português fluentemente todos sabem, mas cantar com Caetano Veloso, Maria Bethânia e Ivete Sangalo foi algo para marcar. Com o mestre, “Leozinho”, música que ela cantava para o pequeno Milan dormir. Com Bethânia, mais a bateria da Unidos da Tijuca, “O que é, o que é”. Repetindo a dose, “País Tropical” com Veveta, assim como no Rock in Rio de 2011.
“Objection” mostrou novamente o lado roqueiro da colombiana e serviu de aquecimento para encerrar o show com “Whenever, Whenever” e “Waka Waka”. No bis, “She Wolf” é “BZRP Music Sessions”.
Uma apresentação para marcar a carreira da artista, ressaltando todo o seu carinho com o Brasil, país que venera desde os 18 anos, e para sacramentar que o projeto “Todo Mundo no Rio” veio para ficar no calendário oficial de eventos da cidade.