Por: PEDRO SOBREIRO

'Pedala Rio' mira micromobilidade no Porto do Rio de Janeiro

'Pedala Rio' vai revitalizar mais de 9km de ciclovia no Porto Maravilha | Foto: Divulgação

No dia 1º de abril deste ano, os ciclistas da Cidade Maravilhosa ganharam oficialmente um projeto para chamar de seu. Concebido pela Visionartz, o Pedala Porto, projeto de mobilidade urbana como estratégia de movimento, associa cultura, urbanismo tático, sustentabilidade e mobilidade. A iniciativa aposta na "micromobilidade" como infraestrutura estratégica para consolidar o projeto de ocupação residencial da região do Porto Maravilha.

Para promover esse incentivo aos ciclistas na região, a empresa vai promover a revitalização de aproximadamente 9,5 quilômetros de ciclovias, e a implantação de dois bicicletários estratégicos na área central e portuária da cidade, com previsão de lançamento para o segundo semestre deste ano.

Ao longo do trajeto será traçado um circuito de arte urbana para apreciação dos ciclistas, além de locais estratégicos para intervenções.

O projeto conta com a Cury Construtora como patrocinadora master, com um investimento de cerca de R$ 2,5 milhões. A iniciativa é viabilizada por meio de um acordo de cooperação com a Prefeitura do Rio, via Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar).

"O Pedala Porto nasce de uma leitura do tempo da cidade. O Porto deixou de ser um projeto e passou a ser um território pulsante com novos moradores — e isso exige uma nova camada de infraestrutura, mais próxima das pessoas. Infraestrutura, cultura e mobilidade ativa integradas no coração da cidade. A mobilidade ativa entra como base dessa transformação, não só conectando pontos, mas reconectando as pessoas com a rua, com o território e com a experiência de viver a cidade", afirma André Bretas, fundador da Visionartz.

Ao Correio da Manhã, Bretas explicou que o projeto tem a intenção de atrair novos moradores em um momento em que o ciclismo está cada vez mais em alta.

"O Pedala Porto nasceu de uma conversa com o Leonardo Mesquita, da Cury Construtora, sobre micromobilidade. Com a Chegada dos novos moradores as ciclofaixas irão ajudar na conexão com as ciclovias, fazendo com que toda região portuária seja conectada com o centro e adjacências", comentou.

Após a reestruturação urbana iniciada na última década, o Porto Maravilha passa por um processo de consolidação residencial, com novos empreendimentos sendo entregues e moradores ocupando de forma permanente o território. Com a mudança no perfil da região, cresce a demanda por infraestrutura voltada a deslocamentos de curta distância e integração com o transporte público, especialmente o VLT.

"A consolidação do Porto como bairro exige soluções de mobilidade que dialoguem com o cotidiano dos moradores. A revitalização cicloviária integra esse processo", pondera Leonardo Mesquita, vice-presidente de negócios da Cury.

"O Porto vive um momento de transformação estrutural. A parceria para a revitalização e ampliação da malha cicloviária fortalece a infraestrutura necessária para sustentar o crescimento residencial e o desenvolvimento econômico da região de forma sustentável", concluiu.

Inspirado em experiências nacionais e internacionais que priorizaram mobilidade ativa em áreas centrais, o Pedala Porto posiciona a bicicleta como elemento estruturante do novo ciclo urbano do Porto Maravilha.

Para além de uma intervenção física, o Pedala Porto amplia essa lógica para o território, estabelece uma plataforma de ativação territorial voltada à consolidação do bairro como espaço habitável, conectando moradia, infraestrutura urbana e deslocamentos sustentáveis, promovendo a reconexão entre as pessoas e a rua, e o trajeto em uma experiência de contemplação, garantindo qualidade de vida e a sensação de pertencimento entre os moradores locais.

Para Bretas, a ideia é consolidar o projeto na região portuária para depois expandi-la para outras áreas do Rio.

"Nós organizamos alguns tours de bicicletas no Porto, na época do ArtRua, e agora estamos desenvolvendo uma rota de arte urbana pra se percorrer de bicicleta. O Projeto Pedala Porto é um piloto e temos vontade de levá-lo para outras áreas da cidade. Porém, agora queremos consolidar a região central como uma área de fácil mobilidade através da bicicleta", concluiu André Bretas ao Correio da Manhã.