Por: Por Clara Santa Rosa

Empresa espanhola assume o Galeão

Concessão pode atrair novas empresas ao aeroporto | Foto: Daniel Brasil/Gov.br - Wikipedia

O Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, foi leiloado nesta segunda-feira (30) em um processo que redefiniu a concessão do terminal até 2039. A espanhola Aena arrematou a administração do aeroporto por R$ 2,9 bilhões. A disputa ocorreu na B3, Bolsa de Valores de São Paulo, e reuniu grandes empresas do setor.

Hoje, o RIOgaleão é formado pela brasileira Vinci Compass, pela operadora de Singapura Changi Airport Group e pela estatal Infraero, que detém 49% da participação. Com o novo leilão, a Infraero deixará a sociedade, e a empresa vencedora passará a ter controle total do terminal. O modelo adotado é o de venda assistida, criado pelo governo federal para reequilibrar o contrato vigente, que enfrentava dificuldades financeiras desde a concessão anterior.

Além do valor inicial, outorga mínima fixada em R$932 milhões, valor que deve ser pago à vista e funciona como lance inicial obrigatório, a futura concessionária deverá repassar à União 20% da receita anual do aeroporto, incluindo tarifas de embarque, pouso e decolagem, além de receitas comerciais, como lojas e estacionamento. O repasse será feito anualmente até o fim do contrato.

As empresas participantes do leilão já atuam no país. A Aena administra aeroportos como Aeroporto de Congonhas, Aeroporto Internacional do Recife e Aeroporto de Maceió. Já a suiça Zurich Airport opera terminais como Aeroporto de Florianópolis e Aeroporto de Vitória. Além destas, a empresa nacional Rio de Janeiro Aeroportos S.A, que administra os aeroportos de Jacarepaguá e Santos Drummont.

Considerado um dos principais aeroportos do país, o Galeão perdeu fluxo de passageiros nos últimos anos, principalmente no período da pandemia. Ao longo dos últimos anos está se recuperando e atraindo companhias europeias. Com a nova concessão, a expectativa é retomar investimentos e melhorar a operação do terminal.

Durante o leilão, o Rio de Janeiro Aeroportos SA apresentou uma contribuição inicial de R$934 milhões. Entretanto, tanto a Zurich Airports quanto a Aena apresentaram uma proposta inicial de R$1,5 bilhões. Após uma intensa disputa de ofertas entre as proponentes europeias, a Aena propôs uma contribuição de R$2,9 bilhões, vencendo a disputa com um ágio de 210,88%.