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Prefeitura inicia plano de mobilidade da Zona Sudoeste

Por: Déborah Gama

As obras do plano de mobilidade urbana da Zona Sudoeste finalmente saíram do papel e já podem ser observada nas ruas da região. A primeira intervenção acontece no cruzamento das avenidas Ayrton Senna e Lúcio Costa, considerado um dos principais gargalos da Barra da Tijuca, sobretudo no horário da manhã e no fluxo de quem chega da Praia da Reserva.

"O pacote de mobilidade para a Região Sudoeste está saindo do papel. A rotatória vai reorganizar o trânsito, garantindo mais fluidez e segurança. Sabemos que obra gera transtorno, mas é um passo necessário para tirar esse projeto da gaveta e enfrentar o 'para e anda' que castiga a região todas as manhãs", afirma o presidente da Câmara, Carlo Caiado (PSD), que liderou as articulações sobre o tema com a prefeitura.

Inicialmente, o plano contempla seis intervenções prioritárias, com investimento estimado em R$200 milhões. As obras tem início no primeiro semestre de 2026, com previsão de conclusão em 2028, sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Infraestrutura. O conjunto de ações busca destravar pontos críticos de congestionamento, ampliar a capacidade das vias e melhorar a circulação em corredores estratégicos que concentram grande volume de deslocamentos diários.

Durante a apresentação do projeto, em janeiro, o secretário municipal de Infraestrutura, Wanderson Santos, explicou o planejamento futuro para as obras de mobilidade na região: "Apesar dos investimentos já feitos pela prefeitura, ainda enfrentamos os desafios da mobilidade na região que mais cresceu na cidade. O que propomos neste novo ciclo de investimentos, planejamento e intervenções é tratar os pontos mais críticos. Temos mais de 22 intervenções planejadas e mapeadas na Região Sudoeste. Nesta primeira fase, serão seis intervenções", finalizou.

Nos últimos meses, durante a discussão de grandes projetos, como o Parque do Legado Olímpico, o Autódromo de Guaratiba e a reforma de São Januário — com transferência de potencial construtivo para a Barra —, a Câmara exigiu contrapartidas e a destinação de recursos ao Fundo de Mobilidade Urbana e Sustentável, instituído pela Lei nº 6.320/2018, aprovada pelo Parlamento municipal.